Secretaria da Saúde sedia Oficina de Prevenção de Incapacidade em Hanseníase

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Publicado quinta-feira, 19 de abril de 2012 as 15:05, por: cdb

Ribeirão Preto, 20 de Abril de 2012

Secretaria da Saúde sedia Oficina de Prevenção de Incapacidade em Hanseníase
Objetivo do evento é capacitar 30 profissionais de cidades ligadas à XXIV GVE – Grupo de Vigilância Epidemiológica

 

Foto Carlos Natal

Profissionais de saúde recebem capacitação para diagnóstico e tratamento da hanseníase

 
Termina nesta sexta-feira, dia 20, a I Oficina de Prevenção de Incapacidade em Hanseníase de Ribeirão Preto, promovido pelo Crnds/Hansen (Centro de Referência Nacional em Dermatologia Sanitária) da Faculdade de Medicina da USP, com o apoio das secretarias Municipal e Estadual de Saúde, XXIV GVE-Grupo de Vigilância Epidemiológica e Ministério da Saúde.

A oficina, que está sendo realizada na sede do Centro de Referência em Especialidades, visa capacitar os profissionais (enfermeiros, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas, dentre outros) que trabalham com a hanseníase quanto a prevenção de incapacidade física desencadeada pela doença devido a destruição dos nervos periféricos tanto nos olhos e nariz quanto nos membros superiores e inferiores.

As capacitadoras deste curso são a fisioterapeuta Ana Regina Bavaresco Barros, do Centro de Reabilitação Lucy Montoro do Hospital das Clínicas; professora Valéria Calil Abrão Salomão, terapeuta ocupacional da Faculdade de Medicina da USP; terapeuta ocupacional Susilene Maria T. Nardi, do Instituto Adolfo Lutz de São José do Rio Preto; e a fisioterapeuta Layana Guimarães, da Unidade de Referência Especializada do Estado do Pará.

Os 30 participantes, ligados à XXIV GVE – Grupo de Vigilância Epidemiológica – receberam um kit com todos os instrumentos necessários para avaliação de incapacidade/sensibilidade dos pacientes com hanseníase, como estesiômetro (mede a sensibilidade da pele), canetas, fita métrica, tabela de acuidade visual, fitas para teste de lacrimejamento, álbum seriado de informações, dentre outros.

A hanseníase é uma doença infecciosa de longa evolução, transmitida de pessoa doente para pessoa sadia e suscetível pelo contato pessoal prolongado. O bacilo M. leprae, invade os nervos periféricos desencadeando alteração de sensibilidade ao calor/frio, ao tato e à dor, tornando o portador mais vulnerável aos riscos de acidentes, queimaduras, feridas e infecções.

A doença tem tratamento e cura com medicamentos gratuitos disponibilizados na rede do SUS. Os sinais e sintomas mais comuns da hanseníase são: manchas esbranquiçadas ou avermelhadas em qualquer parte do corpo; área de pele seca, com falta de suor, queda de pelos ou ausência de sensibilidade; sensação de formigamento na pele, fisgadas e agulhadas ao longo dos nervos dos braços e das pernas; diminuição da força dos músculos das mãos e pés.

Os profissionais de saúde recomendam que, qualquer pessoa que apresente um destes sinais, procure a unidade de saúde mais próxima para avaliação.