Sauditas garantem presença militar dos EUA mesmo em caso de guerra

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Publicado quarta-feira, 19 de fevereiro de 2003 as 11:47, por: cdb

O ministro da Defesa saudita, príncipe Sultan Ben Abdelaziz, afirmou que as tropas dos EUA posicionadas no reino desde 1991 “continuarão no país” mesmo que Washington lance uma guerra contra o Iraque.

O príncipe Sultan, citado hoje, quarta-feira, pela imprensa local, acha que a presença militar estrangeira “é benéfica para os países do Golfo, para o Iraque e para a Arábia Saudita”.

O ministro desmentiu assim recentes informações da imprensa árabe de que Riad pediria aos EUA que deixassem as bases militares sauditas se decidissem atacar o Iraque.

“Os aviões e os técnicos militares do Reino Unido, EUA e França que se encontram no país asseguram o cumprimento de um acordo aprovado pelo Conselho de Segurança da ONU em 1991 entre estes países e o Iraque”, acrescentou.

Os Estados Unidos têm pelo menos 5.000 militares na Arábia Saudita para vigiar, junto com as tropas francesas e do Reino Unido, a área de “exclusão aérea” imposta no sul do Iraque por Washington e Londres depois da Guerra do Golfo de 1991, que pôs fim à ocupação iraquiana do Kuwait.

A Arábia Saudita, que serviu de “trampolim” para as tropas dos EUA na Guerra do Golfo, negou-se até o momento a permitir que Washington use as bases militares do reino no caso de uma nova guerra contra Bagdá.