Sarney explica decisão sobre caso ACM

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Publicado quarta-feira, 7 de maio de 2003 as 03:40, por: cdb

Sarney, em resposta ao pronunciamento do senador Pedro Simon (PMDB-RS), disse que em nenhum momento mandou arquivar qualquer providência tomada pela Casa. Ele também discordou da afirmação de Simon segundo a qual a Mesa teria decidido não realizar sessão na sexta-feira para esvaziar a Casa nas vésperas do feriado e poder convocar reunião para decidir sobre o parecer do Conselho de Ética relativo ao caso do senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA).

– Nós não realizamos a sessão na sexta-feira passada porque a Mesa verificou que nas duas últimas sextas-feiras as sessões não alcançaram o quórum de quatro senadores para que pudessem ser abertas -, disse Sarney.

Ele explicou ainda que a Mesa foi convocada para decidir sobre o caso com a mesma celeridade que tem procurado dar aos trabalhos da Casa. Sarney disse ainda que todos os integrantes da Mesa concordaram com a reunião.

– Se tivesse restrição de qualquer integrante da Mesa não teríamos examinado o parecer -, disse.

Sarney afirma não ter inovado em nada ao concordar com o envio do caso para o Supremo Tribunal Federal (STF).

– Ao contrário. Já enviei ao STF, quando era presidente da Casa, notícia crime contra o senador Ernandes Amorim – completa.

Sarney disse ainda que mantém tudo o que disse em pronunciamentos na Casa e que ficaria consagrado se o caso das escutas telefônicas no Maranhão também fossem levadas ao STF. Ele se referiu, neste último caso, à parte do pronunciamento em que o senador Pedro Simon pede a inserção nos Anais da Casa de pronunciamento em que Sarney lamenta o episódio de escutas telefônicas no Maranhão quando era pré-candidata à Presidência da República a atual senadora Roseana Sarney (PFL-MA).