Sarney evita comentar rapidez com que deputados aprovaram reforma política

Arquivado em: Arquivo-CdB
Publicado quinta-feira, 17 de setembro de 2009 as 12:26, por: cdb

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), evitou fazer nesta quinta-feira qualquer comentário sobre a proposta de reforma eleitoral aprovada na noite de quarta-feira pela Câmara. Os deputados rejeitaram a maioria das propostas dos senadores e, de olho no calendário, aprovaram a matéria às pressas para que as alterações possam valer nas eleições do ano que vem.

– Temos de manter o princípio da harmonia nas duas casas legislativas – afirmou.

– O Senado fez e cumpriu a reforma dentro do prazo necessário para que a Câmara pudesse votá-la antes que se extinguissem os prazos constitucionais das próximas eleições. Não posso opinar sobre o trabalho da Câmara – completou.

José Sarney, no entanto, destacou o fato de os deputados terem preservado no texto da proposta a liberdade no uso da internet na campanha. Esse assunto foi alvo de intenso debate no Senado. Foi mantido o uso da internet, vedado o anonimato e garantido o direito de resposta. Candidatos à presidência, no entanto, ficam proibidos de pagar por anúncios em sites jornalísticos.

– A internet é uma grande conquista. Não devemos jamais deixar de considerar que é um meio que veio para ficar e devemos preservar inteiramente livre – afirmou Sarney.

A Câmara, no entanto, derrubou emenda aprovada no Senado que proibia que candidatos com a ficha suja concorressem às eleições. As doações poderão ser feitas pela internet e por cartão de crédito e a doação oculta – aquela que a pessoa doa para o partido que repassa ao candidato – fica expressa em lei.

A proposta também prevê o voto impresso a partir das eleições de 2014, a exigência de documento com foto, juntamente com o título de eleitor para votar nas eleições de 2010, a reserva de 5 % do fundo partidário, e de 10 % do tempo de propaganda partidária para as mulheres.