Santos fica no empate no Equador

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Publicado quarta-feira, 12 de março de 2003 as 23:48, por: cdb

Não foi como a torcida esperava, mas o Santos conseguiu manter sua invencibilidade na Taça Libertadores da América, na noite desta quarta-feira, ao empatar sem gols com o El Nacional, em Quito (Equador). Foi a terceira partida dos brasileiros na fase de classificação.

Em um jogo em que a altitude de 2850 metros da cidade equatoriana parece ter deixado os “Meninos da Vila” sem fôlego, principalmente a partir da metade do primeiro tempo, nem mesmo os dribles de Robinho levaram o Peixe a fazer de Quito mais um palco de seus shows repentinos.

O camisa 7 até que tentou. Ele deu elásticos, tentou levar os adversários em chapéus e em outras firulas envolventes, mas não conseguiu. Na contabilidade final, o empate acabou sendo um grande resultado para a equipe da Vila Belmiro, que agora soma sete pontos, sustentando a liderança do grupo 3.

A primeira etapa da partida no estádio Olímpico Atahualpa anunciava, para os santistas, o início de um teste para cardíacos. Por pouco, em muitas oportunidades, Fernandéz, Grueso e Chalá não colocaram bolas nas redes de Fábio Costa.

Mas os erros de marcação do Alvinegro acabaram abatidos pelo desfile de Diego, e claro, Robinho. As três grandes jogadas dos brasileiros saíram dos pés deles. Na primeira, o meia, após invadir a área adversária, acertou a trave do El Nacional, aos 5min.

Vinte minutos depois, seu amigo inseparável acertou o travessão de Ibarra em um arremate da intermediária. Numa jogada seguinte o atacante tabelou com Diego, que acabou ficando cara a cara com o gol para mandar a bola no peito do goleiro.

Ainda não era o Santos da última temporada. Pesados em campo, sentindo os efeitos da altitude e falta de ritmo de jogo de uma equipe que não atuava há vinte dias, os jogadores do Peixe só deixaram o tempo passar até o intervalo.

No intervalo, Emerson Leão resolveu alterar sua equipe. Sem explicações a princípio, ele trocou Robinho por Nenê e Elano por Fabiano.

As alterações deixaram o time do Santos perdido em campo. Se no primeiro tempo a equipe não se encontrava com Robinho e Elano, no segundo jogou mais para se defender. Diego, isolado na armação das jogadas, até que tentou, mas não conduziu sua equipe à vitória.

O camisa 10 acabou sendo uma referência solitária no meio do gramado. Por causa disso, o sufoco foi maior. Deixar o gramado do Atahualpa sem a derrotada para o lanterna do grupo acabou se tornando uma vitória para o Peixe.

Apesar das dificuldades em abrir o placar, os santistas demonstraram superioridade ao longo de todo o confronto. Acabaram esbarrando na falta de fôlego que a altitude proporciona e tiveram sorte por enfrentar um adversário de baixo nível técnico.

EL NACIONAL 0 x 0 SANTOS

El Nacional
Ibarra; De Jesús, Anagonó, Guagua e Checa; Burbano, Quiróz, Méndez e Chalá (Hurtado); Fernández e Gruezo
Técnico: Paulo Massa

Santos
Fábio Costa; Reginaldo Araújo (Pereira), Preto, Alex e Léo; Paulo Almeida, Renato, Elano (Fabiano) e Diego; Robinho (Nenê) e Ricardo Oliveira
Técnico: Emerson Leão

Data: 12/3/2003 (Quarta-feira)
Local: Estádio Olímpico Atahualpa, em Quito (Equador)
Horário: 21h40
Árbitro: Gilberto Hidalgo (Peru)
Auxiliares: Manuel Garay e Jorge Jaimes (Peru)
Cartões amarelos: Léo, Reginaldo Araújo, Pereira (S); Checa (N)