Santos é líder nas Libertadores

Arquivado em: Arquivo-CdB
Publicado quinta-feira, 20 de fevereiro de 2003 as 21:46, por: cdb

Foi em plena Vila Belmiro que o Santos encontrou a maior resistência na temporada para vencer uma partida. Em jogo válido pela segunda rodada do primeiro turno da Taça Libertadores da América, o Peixe bateu o paraguaio 12 de Outubro por 3 x 1 e assumiu a liderança do grupo 3 da competição, com seis pontos.

Em um jogo atípico, mesmo em se tratando de uma competição latina e levando-se em consideração as características dos adversários do continente, o Alvinegro praiano praticamente teve a posse de bola durante os 90 minutos de partida.

E, ainda assim, não conseguiu converter em gols a sua superioridade técnica e territorial. A retranca previamente esperada pelos atletas santistas estava lá, do outro lado do gramado, e parecia ser mais forte do que a projetada dias antes do confronto.

O duelo da noite desta quinta-feira na Vila Belmiro pode ser bem classificado com a seguinte adversidade: enquanto um atacava, o outro defendia. E foi assim até o final do jogo.

Na única jogada preparada pelo paraguaio 12 de Outubro, o matador Bareiro, que está se transferindo para o futebol espanhol, não desperdiçou. E foi um susto. Logo aos 3min de jogo. O camisa 9 foi lançado, a zaga santista bobeou e o atacante só teve o trabalho de tirar Fábio Costa e empurrar para as redes.

A Vila Belmiro, quase lotada, se calou. Não se ouviam vozes no estádio. Afinal, o que acontecera com o time campeão brasileiro e que aplicara uma goleada na estréia da Libertadores, fora de casa? Ninguém sabia responder, e a retranca aumentava.

Ricardo Oliveira, aos 9min, de perna esquerda, Diego, três minutos depois e Renato, pouco adiante, não foram competentes o suficiente para levar o Peixe ao empate. Robinho, apagado pela forte marcação, não conseguia ajudar.

Até que, aos 18min, ele recebeu uma bola, de calcanhar, do amigo Diego. E a plasticidade da jogada não poderia ser prejudicada. E não foi. O camisa 7 entrou rápido na área, cruzou de perna esquerda e Elano arrematou de cabeça: 1 x 1.

Desesperado para apagar da memória de seus torcedores os dois últimos fiascos do Campeonato Paulista, o Alvinegro partiu para cima do adversário. E agora a retranca já se abria. O 12 de Outubro, que já tinha feito um, começou a acreditar na vitória e passou a levar perigo em contra-ataques até o término do primeiro tempo.

E a etapa complementar foi um verdadeiro replay do tempo inicial. Aos mesmos 3min, o Santos, agora quase, foi surpreendido, novamente, por Bareiro. De novo, ele foi lançado, a zaga bobeou, mas desta vez o camisa 9 arrematou para fora.

E a retranca era mantida. E o Santos se cansava de atacar, de dominar o campo e de perder gols. Até que o futebol de Léo apareceu. Do mesmo jeito que o de Robinho surgiu no primeiro tempo.

O lateral-esquerdo infiltrou pela esquerda, fez jogada em velocidade, entrou na área e foi derrubado: pênalti. Ricardo Oliveira não hesitou, colocou a bola embaixo do braço e depois na marca. Bateu e fez, Santos 2 x 1. Foi o terceiro gol do camisa 9 na competição.

Após a virada, os paraguaios se abriram. E, aí, a partida passou a ser o que se esperava. A ampliação do placar foi inevitável. E ela veio com o primeiro gol de Nenê pelo Santos. O atacante bateu falta da entrada área e a bola entrou caprichosa no ângulo esquerdo: 3 x 1.

Visivelmente cansado, o 12 de Outubro, se não corria para atacar, passou a não se esforçar nem mesmo para manter sua retranca. E, como o segundo tempo foi um replay melhorado do primeiro, o Santos se cansou foi de perder gols.

SANTOS 3 x 1 12 DE OUTUBRO

Santos
Fábio Costa; Michel (Nenê), André Luís, Alex e Léo; Paulo Almeida, Renato, Elano e Diego; Robinho e Ricardo Oliveira
Técnico: Emerson Leão

12 de Outubro
Gomez; Valdez, Rolón, Cañete e Amarilla; Ávalos (Monzón), Gorniak, González (Tomas), Gómez e Arviniagaldez; Bareiro
Técnico: Alicio Solalinde

Data: 20/2/2003 (quinta-feira)
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos
Horário: 19h35
Árbitro: René Ortubé (Bolívia)