Santos cede empate no final, em Montevidéu

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Publicado quinta-feira, 24 de abril de 2003 as 08:14, por: cdb

Em um jogo emocionante e marcado pela raça, Nacional e Santos empataram por 4 a 4 na noite desta quarta-feira, no estádio Centenário, em Montevidéu.

Este foi o primeiro confronto entre brasileiros e uruguaios pelas oitavas-de-final da Copa Libertadores da América. O Peixe chegou a estar vencendo por 4 a 3, mas sofreu um gol aos 50 minutos do segundo tempo e deixou a vitória escapar.

As duas equipes voltam a se encontrar no dia 7 de maio, na Vila Belmiro. Um novo empate nesta partida levará a decisão para as cobranças de pênaltis. Quem vencer garante uma vaga nas quartas-de-final da competição sul-americana.

Os donos da casa logo viram que precisariam mais do que a velha raça uruguaia para vencer o Santos. Diante de uma equipe muito melhor tecnicamente, o Nacional encontrou seu primeiro problema aos cinco minutos de jogo. O campeão brasileiro mostrou que não estava para brincadeira.

Após receber uma bola rolada por Diego da direita, Ricardo Oliveira dominou dentro da área e chutou. A bola tocou a travessão e o chão duas vezes antes de encontrar a cabeça de Alex. O zagueiro escorou com oportunismo: 1 a 0.

O bom começo, porém, não significou ampla superioridade à equipe brasileira. O Nacional tratou de acordar e passou a preocupar o Santos. Partindo para o abafa e jogando na base da vontade, o time da casa exigiu boas defesas de Fábio Costa. O Peixe recuou em demasia, correu riscos e deixou os uruguaios gostarem do jogo.

Mas, a técnica brasileira falou mais alto novamente. Aos 43, Ricardo Oliveira recebeu de Diego dentro da área e marcou um golaço. O atacante girou em frente à zaga e mandou no ângulo direito de Múnua. Com o gol, Oliveira desceu aos vestiários com uma marca invejável: sete gols com a camisa santista em uma Copa Libertadores, algo conquistado apenas pelo Rei Pelé.

O Santos melhorou a marcação na volta do intervalo. Aliando pegada e técnica com os espaços para contra-atacar, tudo indicava que o Peixe transformaria a vitória em goleada. Porém, o Nacional superou as adversidades na raça.

Aos 11, os uruguaios diminuíram. Em um lance confuso, Alvez invadiu a área e trombou com Fábio Costa. Na sobra, o atacante apenas completou para o gol.

A resposta brasileira não demorou a sair. Oito minutos mais tarde o Santos voltou a balançar as redes. Bem colocado dentro da área, Robinho aproveitou um cruzamento de Elano da direita e cabeceou firme: 3 a 1.

A partir daí o Peixe voltou a vacilar e deixou o Nacional crescer. Enfrentando uma equipe pouco concentrada, a equipe azul e branca impôs respeito dentro de sua casa. Aos 26, Juarez desviou um cruzamento da esquerda para trás e Peralta, livre, fuzilou a meta de Fábio Costa. O goleiro nada pôde fazer para evitar o segundo dos uruguaios.

O Nacional seguiu pressionando. Aos 36, enfim, o empate chegou. Alves invadiu a área pela direita e rolou para trás. Scotti apareceu e mandou a bomba: 3 a 3. Logo na saída de bola, o Santos foi para cima e desempatou. Diego foi derrubado dentro da área e a arbitragem marcou pênalti com correção. Na cobrança, Ricardo Oliveira bateu a marca do Rei ao fazer seu oitavo gol na Libertadores.

Até o apito final, o jogo foi pura raça, por ambos os lados. O Santos defendeu-se como pode; o Nacional lançou-se ao ataque. Quando tudo parecia definido, aos 50 minutos, Benoit apareceu em meio à zaga após cobrança de escanteio e deu números finais à partida: 4 a 4, no belo jogo disputado entre brasileiros e uruguaios.