Santos arranca empate no México

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Publicado quinta-feira, 22 de maio de 2003 as 00:06, por: cdb

O Santos sofreu com a altitude da Cidade do México e também com o futebol do Cruz Azul mas, com um golaço de Diego aos 37min do segundo tempo, deixou o lendário estádio Azteca com um empate por 2 x 2 com os mexicanos na noite desta quarta-feira na partida de ida das quartas-de-final da Libertadores. A decisão será no dia 28, na Vila Belmiro.

O Peixe começou o jogo se poupando contra os efeitos da altitude e estudando o adversário. Tratou de se aplicar na marcação, com o lateral Reginaldo bem recuado auxiliando os zagueiros e deixava Elano e Diego livres na criação de jogadas.

A tática até que deu certo. No entanto, o Santos levou sustos. Começou assustando com Elano aos 5min, com um arremate forte de perna esquerda que passou perto da trave de Oscar Perez, mas logo abriu a marcação e passou a ser dominado pelo Cruz Azul.

A equipe mexicana tocava a bola de forma fácil no meio de campo e, dois minutos depois, Chivita recebeu livre de frente para o gol e chutou forte para a boa defesa de Júlio Sérgio. Aos 12min, a zaga falhou novamente e agora Zepeda, livre, emendou um chute no travessão dos santistas.

De tanto arriscar e envolver o Peixe no toque de bola, o Cruz Azul abriu o marcador aos 17min com o craque Palencia. O meia recebeu a bola na meia-lua de ataque, fez o giro de corpo e emendou de esquerda no ângulo direito de Júlio: 1 x 0.

Aguerrido, o Santos tratou de se cuidar. Sabia que, levado pelo nervosismo, poderia levar uma goleada nesta primeira partida. Então, a volta da marcação eficiente foi fundamental. O resultado da aplicação tática dos atletas veio aos 21min.

Após uma boa troca de passes à frente da área mexicana, o volante Renato mandou uma “bomba” de perna direita, cruzada, no canto direito de Perez. Era o empate: 1 x 1. A partir daí, os “Meninos da Vila” aparentemente perderam o medo e partiram para a virada.

Mas Robinho, em noite pouco inspirada, perdeu pelo menos duas chances neste primeiro tempo. Aos 36min, Elano afastou a bola da defesa santista com um chute para o alto. Já no campo de ataque, o camisa 7 dominou-a bem, partiu para cima do zagueiro mexicano, pedalou quatro vezes mas ao invadir a área se perdeu no lance.

Três minutos depois, o atacante interceptou um passe da zaga, tocou par ao amigo Diego e recebeu em profundidade. Livre, com apenas um marcador à sua frente, Robinho se enrolou mais uma vez e desperdiçou o gol da virada.

Por conta disso, O Peixe sofria nos contra-taques. O lateral-esquerdo Jimenez mostrou muita eficiência pelo setor esquerdo e levou perigo à meta santista. Reginaldo Araújo esteve aplicado por ali e conseguiu salvar o time na etapa inicial.

Se no primeiro tempo o Santos foi bem, no segundo começou mal. Leão decidiu partir para o ataque e trocou Reginaldo por Nenê. E foi justamente pelo setor direito, agora sem o seu marcador, que o time pecou.

Logo aos 5min, Chivita acreditou em uma jogada pela esquerda e Elano, agora responsável pela lateral, deixou o mexicano livre de marcação. O meia avançou, cruzou rasteiro, a zaga também falhou e na segunda trave Palencia empurrou para as redes: 2 x 1.

Ciente do problema criado na lateral-direita, Leão acabou sacando Robinho do time para acertar a marcação com a entrada de Fabiano. Mesmo assim, o Santos encontrava dificuldades e era envolvido facilmente pelo toque de bola mexicano.

Insistindo nos toques de bola curtos, o Peixe chegou pela primeira vez aos 14min, com uma batida de falta de André Luís nas mãos de Perez. Depois disso, apenas aos 20min, com um arremate longo de Elano para mais uma defesa do goleiro.

Nos contra-ataques, sempre pela esquerda, o time brasileiro falhava na marcação e sofria com os erros de finalização do adversário. Visivelmente cansado, aos 25min o volante Paulo Almeida perdeu a bola no meio de campo e quase construiu o terceiro gol mexicano.

Chivita deixou Cacho livre para arrancar em direção ao gol, mas o santista se recuperou e, com a ajuda de Alex, afastou o perigo.