Santander dobra volume de lucro em meio à onda de crédito fácil e rápído

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Publicado quinta-feira, 29 de abril de 2010 as 11:22, por: cdb

O Santander Brasil anunciou nesta quinta-feira que teve lucro líquido consolidado de R$ 1,015 bilhão no primeiro trimestre, mais que o dobro do resultado obtido um ano antes. No fim do primeiro quarto do ano, a carteira de crédito do maior banco estrangeiro no país era de R$ 144,124 bilhões, com uma tímida elevação de 3,6% sobre os R$ 139,097 bilhões de um ano antes, com destaque para o varejo, com expansão de 8,8% no período. O volume de despesas com provisões para perdas, que era de R$ 2,41 bilhões no fim de 2009, teve leve recuo para R$ 2,34 bilhões.

A margem de lucro do banco espanhol segue em linha com o volume de crédito total disponibilizado pelo sistema financeiro no Brasil que, incluindo recursos livres e direcionados, cresceu 1,1% em março, ficando em 45% do Produto Interno Bruto (PIB). Os dados, divulgados pelo Banco Central nesta quinta-feira, mostraram ainda que as novas concessões de crédito caíram 2,6% no mês passado, considerando a média diária, e a inadimplência diminuiu levemente para 5,2%, ante 5,3% em fevereiro.

Dinheiro de plástico

A Cielo, maior rede adquirente de cartões de crédito e de débito do Brasil, anunciou pela manhã que teve lucro líquido de R$ 440,2 milhões no primeiro trimestre, uma alta de 32,1% sobre os R$ 333,2 milhões de um ano antes. Entre janeiro e março, a geração de caixa da companhia, medida pelo Ebitda, somou 646,6 milhões de reais, um avanço de 25,3% em doze meses. A margem Ebitda ficou recuou de 63,5 para 63,4%.

Considerado o número ajustado, que exclui os ganhos com as operações de antecipação de recebíveis, o Ebitda cresceu 32,6% em relação ao primeiro quarto de 2009, para R$ 713,6 milhões, enquanto a margem ajustada foi de 66,2 para 70%. A receita líquida, excluindo a financeira evoluiu 20,45%, somando R$ 953,1 milhões. Considerado os números de antecipação de recebíveis, a receita foi de R$ 1,020 bilhão, número 25,4% maior em doze meses.

A companhia, cuja participação do Santander Brasil em seu capital social foi vendida para Bradesco e Banco do Brasil, afirmou que os resultados do período foram motivados pela recuperação da economia doméstica, incluindo as operações de crédito. Com isso, o volume financeiro de transações com cartões de crédito e de débito por meio dos terminais da Cielo, totalizou R$ 58,8 bilhões de janeiro a março, um acréscimo de 23,2% sobre os R$ 47,7 bilhões no mesmo período em 2009.