Sanders irá se juntar a Hillary em comício da corrida presidencial

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Publicado segunda-feira, 11 de julho de 2016 as 10:05, por: cdb

Em discurso a apoiadores no mês passado, Sanders prometeu ajudar Hillary a derrotar Donald Trump na eleição presidencial, em 8 de novembro, mas não encerrou com sua campanha

Por Redação, com Reuters – de Washington:

 

O senador dos Estados Unidos Bernie Sanders planeja se juntar à colega democrata Hillary Clinton nesta terça-feira em comício em New Hampshire, informaram assessores, quando se espera que ele endosse sua rival após disputada campanha primária à Presidência.

Sanders e Hillary irão discutir “seu comprometimento em construir uma América que é mais forte junta e uma economia que funcione para todos, não só os que estão no topo”, de acordo com comunicados divulgados nesta segunda-feira por ambas campanhas.

O senador dos Estados Unidos Bernie Sanders planeja se juntar à colega democrata Hillary Clinton
O senador dos Estados Unidos Bernie Sanders planeja se juntar à colega democrata Hillary Clinton

Sanders, de Vermont, vem resistindo em endossar a ex-secretária de Estado desde que ela alcançou o número de delegados necessários para a nomeação democrata no mês passado. Em vez de fazer isso, ele preferiu continuar sua campanha como forma de conseguir concessões para sua agenda política progressista e reformas no processo de escolha de candidatos do Partido Democrata.

Em discurso a apoiadores no mês passado, Sanders prometeu ajudar Hillary a derrotar Donald Trump na eleição presidencial, em 8 de novembro, mas não encerrou com sua campanha.

Outros importantes democratas participaram de eventos com Hillary, incluindo o presidente Barack Obama, o vice-presidente Joe Biden e a senadora Elizabeth Warren, uma liderança da ala liberal do partido.

Caso de e-mails

Hillary Clinton repetiu na última sexta-feira que não se deu conta de que ela estava transmitindo segredos altamente confidenciais do governo pelo seu servidor de e-mail pessoal quando secretária de Estado dos Estados Unidos, nos seus primeiros comentários desde que a uma investigação federal constatou que isso aconteceu pelo menos 110 vezes.

Hillary, potencial candidata a presidente pelo Partido Democrata, transferiu a culpa para os seus antigos colegas do Departamento de Estado, dizendo em entrevistas na TV que ela seguiu a orientação deles sobre que informação era ou não confidencial.

– Eles, eu acredito, não acreditavam que estavam enviando um material que era confidencial, eles estavam seguindo as responsabilidades deles – afirmou ela em entrevista à TV MSNBC.

A democrata não tratou das conclusões do FBI reveladas nesta semana de que ela mesma enviou informações sobre temas sigilosos como “top secret”, o grau mais alto de confidencialidade, por intermédio de servidor privado não autorizado que ela mantinha na sua casa.

O Departamento de Justiça aceitou a recomendação feita pelo FBI na terça-feira para não entrar com acusações criminais contra Hillary ou a equipe dela pelo uso de servidor privado sem a autorização e a segurança devida no seu trabalho como secretária de Estado.

O tratamento indevido da informação confidencial é um crime, e James Comey, diretor do FBI, afirmou na terça que, ao mesmo tempo que havia evidências de que Hillary e seus assessores poderiam ter violado a lei, não havia evidências suficientes de intenção criminal para um processo.

Comey não considerou que Hillary cometeu ato criminoso, mas disse numa declaração incisiva que ela e a sua equipe foram “extremamente descuidadas” ao lidarem com os segredos do governo. Ele afirmou que o servidor da democrata tinha segurança tão precária que o FBI não poderia descartar a possibilidade de que conteúdos não tivessem sido invadidos pelos inimigos do país.

Perguntada se ela concordava que havia sido “extremamente descuidada”, Hillary não quis responder diretamente, dizendo repetidas vezes que Comey havia “esclarecido” os seus comentários. Não ficou claro a que esclarecimento Hillary se referia.