Sam Mendes toma Ásia de assalto com Tempestade, de Shakespeare

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Publicado quarta-feira, 31 de março de 2010 as 12:48, por: cdb

O diretor premiado com o Oscar Sam Mendes está tomando a Ásia de assalto com uma produção de A Tempestade, de Shakespeare, no segundo ano de um esforço ambicioso para levar peças clássicas com elencos de primeira linha para um público global.

O espetáculo é uma produção do Bridge Project, uma colaboração transatlântica de três anos entre Sam Mendes, a Academia Brooklyn de Música, de Nova York, e o teatro Old Vic, de Londres, cujo diretor artístico é o ator Kevin Spacey.

– No começo, pensei que o principal era unir atores britânicos e americanos, mas não é isso –, disse Christian Camargo, que representa o espírito Ariel em A Tempestade, depois de atuar no premiado com o Oscar Guerra ao Terror.

– O objetivo é levar o Bridge às diferentes cidades nas quais estamos nos apresentando.

A Tempestade teve uma temporada com lotações esgotadas em Nova York e estreou na Ásia no Festival de Artes de Hong Kong, na semana passada, antes de ir para Cingapura. A peça também será apresentada em seis cidades da Europa.

A atriz britânica Juliet Rylance, que faz o papel de Miranda na peça e é mulher de Camargo na vida real, disse que as culturas diferentes das diversas cidades em que estão apresentando a peça faz de cada escala da turnê uma experiência nova.

A Tempestade ficará no teatro Esplanade, em Cingapura, entre 2 e 10 de abril. No ano passado o Bridge Project fez sua primeira incursão na Ásia, com apresentações criticamente aclamadas de Conto do Inverno.

Nick Schwartz-Hall, produtor da Academia Brooklyn de Música, disse que o sucesso de Conto do Inverno, estrelado por Ethan Hawke, comprovou que existe um público para produções shakespeareanas de alto nível na Ásia.

A Tempestade gira em torno do personagem Próspero, um duque exilado que vira feiticeiro e que é representado na produção de Sam Mendes pelo conhecido ator teatral britânico Stephen Dillane. Vista como a última peça escrita por Shakespeare, ela mistura romance com política fraterna e o sobrenatural.

Gaurav Kripalani, diretor artístico do Teatro de Repertório de Cingapura, disse que espera que a promoção de eventos de alto nível como esse coloquem Cingapura – que está tentando reinventar-se como destino turístico – no mapa, como centro de artes.

– Acho que Cingapura está perfeitamente posicionada para ser uma porta de entrada das artes na Ásia – , disse ele.

– Eu adoraria que pessoas que estão em trânsito por Cingapura dissessem ‘vou passar uma noite a mais aqui porque quero ver o que está passando no teatro’. É essa nossa meta de longo prazo.