Sala Cecília Meireles tem programação clássica

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Publicado sexta-feira, 2 de outubro de 2009 as 11:37, por: cdb

A Sala Cecilia Meireles, no Centro do Rio de Janeiro, oferece, neste fim de semana, uma programação especial voltada para os amantes da música clássica.

Nesta sexta e sábado, a Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB) apresenta concerto da série Turmalina Pianistas, que terá como solista o pianista francês Jean-Philippe Collard.

Nesta série, o intérprete faz um tour-de-force: depois de abrir o concerto com uma peça solo, prossegue à frente da orquestra, como solista, nas outras peças. A regência é do convidado Roberto Tibiriçá.

O programa começa com as Baladas no. 3 e no. 4 de Chopin (1810-1849), o primeiro compositor a criar estas formas como peças individuais; as suas quatro baladas são inspiradas em poemas do poeta romântico polonês Adam Mickiewicz, morto em 1855 e que teria como grande motivação um espírito patriótico, também cultivado por Chopin.

A Balada No. 3 em Lá maior bemol, Op. 47, de 1841, foi dedicada a Mlle. de Noailles; a Balada No. 4 em Fá menor, Op. 52 – tida como a mais intensa e que exige maior técnica – foi composta em 1842 e revisada no ano seguinte.

A quarta balada é considerada por muitos como sendo a mais intensa musicalmente, e também a que demanda maior técnica, explorando inclusive recursos de contraponto. Collard interpreta com a OSB, ainda na primeira parte, o Concerto para Piano no. 5 de Saint-Saens (1835-1921), o Egípcio.

Último dos cinco concertos para piano do francês, foi escrito em 1896, vinte anos depois do quarto, para celebrar o aniversário de cinquenta anos da estréia de Saint-Säens na Salle Pleyel – ele próprio tocou a peça.

Ficou conhecido como Egípcio por ter sido criado em Luxor, numa das frequentes viagens de férias do compositor, e porque traz alusões à música espanhola e oriental; seu segundo movimento é, segundo se conta, inspirado numa canção de amor núbia que Saint-Säens teria escutado em uma viagem de barco pelo Nilo.

Jean-Philippe Collard gravou este concerto em 1988 com a Royal Philharmonic, regida por André Previn. Na segunda parte, o programa traz o Concerto para Piano no. 1 de Rachmaninov (1873-1943), escrito em 1892 – quando o compositor tinha apenas 19 anos – e revisto em 1917. Menos conhecido do que o de no. 2, já explora as possibilidades expressivas do piano em sua vivacidade juvenil.