Rússia amplia ataques aéreos e já destruiu 50 bases do EI

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Publicado sábado, 3 de outubro de 2015 as 20:38, por: cdb
Por Redação, com agências internacionais – de Laktívia, Síria:
 
A aviação militar russa realizou 60 ataques na Síria neste sábado e atingiu mais de 50 bases estratégicas do grupo terrorista Estado Islâmico (EI, ex-Isis), informou o vice-secretário de Estado, Andrei Kartapolov. O governo da Rússia anunciou ainda que intensificará suas ações no território sírio e reiterou que está disposto a se unir com outros “países interessados” – em uma clara referência aos Estados Unidos e a coalizão internacional. Segundo dados de Kartapolov, mais de 600 militantes do EI fugiram de seus postos de comando e “diversos mercenários” começaram a desertar e estão a caminho da Europa.
A Rússia começou a realizar golpes aéreos contra as posições do Estado Islâmico na Síria na última quarta-feira
A Rússia começou a realizar golpes aéreos contra as posições do Estado Islâmico na Síria na última quarta-feira

A autoridade russa acrescentou que aumentará os ataques aéreos na Síria e que pretende cooperar com todos os países interessados após conduzir mais de 60 ataques em 72 horas no país.

– Não apenas daremos continuidade aos ataques… também elevaremos sua intensidade – disse Andrei Kartapolov, da equipe geral do Exército da Rússia, segundo a agência russa de notícias RIA.

Novos ataques

Kartapolov acrescentou que os ataques reduziram significativamente o potencial militar de terroristas na Síria e tiveram como mira principalmente centros de comando, lojas de armas e locais onde armas são fabricadas. A campanha russa na Síria, onde uma coalizão aérea liderada pelos Estados Unidos e combatentes terrestres de Estados da região já estão envolvidos na guerra civil de quatro anos, tem atraído fortes críticas dos EUA e seus aliados.

O Observatório Nacional para os Direitos Humanos (Ondus) informou que, ao menos, 39 civis morreram nos ataques russos na Síria nos últimos quatro dias e outros 14 jihadistas também faleceram. Dos extremistas mortos, 12 faziam parte do EI e dois do Frente Al-Nusra – o braço da Al-Qaeda na Síria, que recebe apoio dos EUA.