Rumsfeld: ‘França e Alemanha representam a velha Europa

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Publicado quinta-feira, 23 de janeiro de 2003 as 00:15, por: cdb

O secretário da Defesa dos Estados Unidos, Donald Rumsfeld, descartou a insistência da França e da Alemanha para concentrar todos os esforços no sentido de evitar uma guerra contra o Iraque, ressaltando que a maioria dos países europeus apóia Washington e que os franceses e alemães representam hoje “a velha Europa”.

“A Alemanha tem sido um problema e a França também”, disse Rumsfeld, que já atuou como embaixador na Otan, a Organização do Tratado do Atlântico Norte.

“Mas, deve-se olhar para o vasto número de outros países europeus. Eles não estão com a França e a Alemanha. Eles estão com os Estados Unidos”.

Rumsfeld observou então que Alemanha e França representam “a velha Europa” e que a expansão da Otan nos últimos anos significa que “o centro de gravidade está mudando para o leste”.

O secretário da Defesa dos Estados Unidos referia-se aos países do leste europeu, antigas nações socialistas, que aderiram à aliança atlântica, como Hungria, Polônia e Checoslováquia, hoje membros da Otan, organização formada por 19 países.

As demais nações que integram a Otan são Bélgica, França, Irlanda, Noruega, Turquia, Canadá, Alemanha, Itália, Grã-Bretanha, Grécia, Luxemburgo, Portugal, Dinamarca, Estados Unidos, Holanda e Espanha.

O Conselho de Segurança da ONU recebe na próxima segunda-feira um relatório sobre o trabalho de inspeção no Iraque. Funcionários da ONU já ressaltaram que o relatório será uma atualização do trabalho feito, não tendo caráter definitivo.

Porém, o secretário de Estado norte-americano, Colin Powell, em mais um indício do propósito dos Estados Unidos de não dar mais tempo ao trabalho dos inspetores da ONU, disse aos membros do Conselho de Segurança que “decisões difíceis” serão tomadas, após a análise do relatório.

Além disso, em Washington, o presidente Bush já se pronunciou nesta quarta-feira como se a preocupação agora fosse com o desenvolvimento das ações militares, advertindo que “haverá sérias conseqüências para qualquer general iraquiano que recorra ao uso de armas de destruição em massa”, contra forças norte-americanas ou vidas inocentes”.

“Se fizerem isso, quando o Iraque for libertado, vocês serão tatados e perseguidos como prisioneiros de guerra”, disse Bush.