Ruas de comunidades são mapeadas no Rio

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Publicado segunda-feira, 30 de março de 2015 as 14:49, por: cdb
Projeto garante aos moradores ampliação do acesso a serviços públicos
Projeto garante aos moradores ampliação do acesso a serviços públicos

 

Um mapeamento realizado pelo Instituto Pereira Passos (IPP), em conjunto com integrantes do programa Rio+Social, vem mudando o dia a dia de moradores de comunidades pacificadas. Iniciado em 2011, o projeto já mapeou mais de 299 quilômetros de ruas em 161 comunidades com Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs). O trabalho vem permitindo aos moradores o aumento de acesso a serviços públicos, como o recebimento de correspondências.

– Este é mais um grande ganho para a população. As UPPs garantem a livre circulação de pessoas com segurança nestes territórios. O mapeamento permite a formalização desses espaços, conferindo maior segurança jurídica – afirmou o porta-voz da Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP), major Marcelo Corbage.

Nos últimos anos, as equipes ajudaram a identificar ruas que, até então, eram conhecidas apenas pelos moradores. Muitos dos agentes de campo que atuaram no trabalho foram recrutados nas comunidades. “Realizamos o mapeamento de todas as áreas por meio de geoprocessamento, tecnologia que envolve o uso de satélite e ortofotos, que são fotografias aéreas da cidade inteira” disse o geógrafo do IPP, Leandro Gomes Souza.

Entre os principais ganhos da iniciativa, está a possibilidade de traçar rotas e identificar locais com precisão para que órgãos públicos possam ampliar o alcance de seus serviços.

– Para o cidadão, ter um endereço é possuir uma identidade. Quando você não tem um comprovante de residência, as cartas e encomendas não chegam, os fornecedores de serviços não conseguem te achar – afirmou Geílson Almeida, gestor da equipe que atuou no projeto na Cidade de Deus.

Na comunidade da Zona Oeste, os novos logradouros ganharam nomes bíblicos. Morador da região, João da Silva, de 57 anos, trabalha com pintura e já perdeu clientes por não ter seu endereço identificado.

– Já aconteceu de virem me procurar e irem embora porque não acharam a minha casa – disse João.