Romero Jucá confirma para amanhã votação da CPMF

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Publicado terça-feira, 11 de dezembro de 2007 as 20:10, por: cdb

O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), confirmou que a votação da proposta que prorroga a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) está marcada para a sessão de quarta-feira. No entanto, admitiu que dependendo do quadro, a votação pode ser antecipada.

— A probabilidade de votar hoje é pequena, até porque é um assunto que vai se debater bastante. A idéia é abrirmos o painel [votar] amanhã. Se houver algum tipo de entendimento, que faça com que a votação possa ocorrer hoje (11), é claro que queremos votar, mas esperamos uma longa discussão. O tema é polêmico e cada um vai querer expressar a sua posição, e deveremos entrar, inclusive pela madrugada —, disse.

Jucá alerta que é preciso pressa na votação da proposta para não correr o risco de deixar para o ano que vem.

— Queremos votar amanhã. Independente do número [de senadores que apóiam a CPMF] é importante que se feche essa posição. Estamos com prazo exíguo, e se depender da minha opinião, mesmo com risco de perder, votaremos amanhã —, disse.

O senador afirmou que o governo continua trabalhando para obter os 49 votos necessários para aprovar a prorrogação do imposto.

— Os votos não estão fechados ainda, até porque cada senador, no momento da votação, pode mudar: Quem vota sim pode votar não, quem vota não pode votar sim —, disse.

— O que estamos fazendo é um trabalho de convencimento, de acompanhamento e de demonstração da importância da CPMF —, acrescentou.

Embora líderes da oposição afirmem que o governo trabalha com a hipótese de adiar a votação da prorrogação do imposto para o ano que vem, quando seria apresentada uma nova proposta, o líder do governo descartou a possibilidade.

— Não trabalhamos com a hipótese de votar no ano que vem. Até porque o orçamento federal precisa ser votado este ano e é fundamental saber se haverá ou não os recursos para a saúde e para o Bolsa-Família —, afirmou.

Segundo Jucá, não se pode deixar em aberto uma votação como essa por dois ou três meses, porque os estados e municípios dependem dos recursos para a saúde.

— A partir de 1º de janeiro os estados terão de começar a gastar, calcados em despesas para a saúde, e os recursos poderão não vir —, disse.