Romário e Edmundo fazem as pazes

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Publicado terça-feira, 21 de janeiro de 2003 as 19:13, por: cdb

A rixa entre Romário e Edmundo, que durava quase dois anos, teve fim na tarde de sábado passado. Antes de retornar ao Japão, onde defende o Urawa Reds, o Animal ofereceu uma feijoada para alguns amigos em sua casa e fez questão que o Baixinho comparecesse.

Mesmo feliz com o convite, feito através de amigos em comum, Romário só aceitou ir à casa de Edmundo quando o próprio o telefonou. O reencontro dos amigos, que durou cerca de oito horas, foi marcado por um forte abraço e muitas risadas.

Apresentados por Paulo Angione – psicólogo por formação e supervisor de Vasco, Flamengo, Palmeiras e Fluminense – no início da década de 90, Romário e Edmundo estreitaram seus laços de amizade em 1992, quando o Animal atuava no Vasco e o Baixinho estava no Barcelona.

Já em 1995, quando atuaram juntos no frustrado ataque dos sonhos no Flamengo, a relação entre os dois sofreu os primeiros estremecimentos, mas o rompimento aconteceu mesmo após a Copa do Mundo da França, em 98, quando o Baixinho mandou desenhar na porta do banheiro da sua boate uma caricatura do Animal sentado numa bola furada.

Dois anos depois, os craques se reencontraram na volta de Romário aos Vasco, mas sequer se falavam. A única trégua aconteceu na vitória de 3 x 1 sobre o Manchester United, pelo Mundial de Clubes da Fifa. O Baixinho marcou dois gols e Edmundo o outro, e eles se abraçaram nas comemorações.

Mas a paz durou pouco, mesmo com Romário dando nítidas mostras de que tentava uma reaproximação. Com ciúmes das atenções que Romário recebia no Vasco, Edmundo, ironicamente, passou a chamá-lo de “príncipe”.

O Baixinho deu o troco na mesma moeda, dizendo que, então, o rival era o “bobo da corte”. A briga culminou na saída de Edmundo – para o Santos – no meio daquele ano.

O último round do confronto aconteceu no Brasileiro de 2001 e, mais uma vez, o Baixinho levou a melhor. Na partida entre Vasco x Cruzeiro – clube em que jogava Edmundo na época -, em São Januário, válida pelo Brasileiro daquele ano, Romário, que voltava de lesão, marcou os três gols da vitória por 3 x 0 e só não viu o Animal, ovacionado por parte da torcida do Vasco, chutar um pênalti nas mãos do goleiro Hélton porque virou de costas para o desafeto na hora da cobrança.