Romário aceita proposta árabe

Arquivado em: Arquivo-CdB
Publicado sexta-feira, 21 de fevereiro de 2003 as 18:03, por: cdb

Romário acertou sua transferência para o futebol árabe e deixará o Fluminense após o clássico deste domingo, com o Botafogo, no Maracanã. Uma pessoa ligada ao atacante confirmou que a viagem para Jedah, uma das capitais da Arábia Saudita, deverá acontecer nesta segunda-feira.

Como é antevéspera do jogo e o débito com a torcida este ano é grande, o Baixinho não confirmou, nesta sexta-feira, a concretização do negócio. O clube seria o Al-Ittiha, que, recentemente, contratou o argentino Ortega também por 100 dias. Romário receberá US$ 1,7 milhão pelo mesmo período de contrato.

Informações obtidas pelo Pelé.Net dão conta de que o Baixinho telefonou nesta sexta para Celso Barros, presidente da Unimed – patrocinador do Fluminense, que destina a verba para o pagamento do salário do craque – e teria dito que, quando retornar do futebol árabe, no final de maio, dará prioridade ao Tricolor para a assinatura de um novo contrato.

“Confirmo a proposta, mas não vou entrar em detalhes sobre clube e país. Minha preocupação de agora é o clássico com o Botafogo”, afirmou Romário por intermédio de sua assessoria de imprensa. O jogador participou normalmente do coletivo desta sexta, nas Laranjeiras.

A passagem de Romário pelo Fluminense ficou aquém de sua própria expectativa e, principalmente, dos tricolores. O Baixinho não conquistou títulos e também não se sagrou artilheiro em nenhuma competição que disputou. Foram 29 jogos pelo clube, com 14 vitórias, seis empates e nove derrotas – marcou 18 gols.

Contratado para a disputa do Campeonato Brasileiro de 2002, o Baixinho ficou de fora de apenas três jogos na competição – Atlético-PR, Corinthians e Paysandu. Na estréia, marcou dois gols na goleada sobre o Cruzeiro, no Maracanã, mas não conseguiu evitar a desclassificação do Tricolor na fase semifinal, para o Timão.

Este ano começou mal para o atacante, que participou de apenas três dos nove jogos do Fluminense na temporada, tendo marcado dois gols.

Resposta a David Fischel

Também por intermédio de sua assessoria, Romário respondeu as declarações do presidente do Fluminense. Fischel afirmou que cobraria mais empenho do atacante e deu a entender que as regalias diminuiriam.As palavras do cartola podem ter sido o estopim para a saída do atacante.

“O presidente é o presidente e, como tal, tem o direito de falar o que quiser”, disse o craque.