Rio terá encontro sobre perspectivas do pré-sal

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Publicado domingo, 27 de setembro de 2009 as 14:20, por: cdb

Analisar o desenvolvimento da cadeia produtiva do petróleo, os impactos na economia do estado do Rio de Janeiro e as novas perspectivas de investimentos do Pré-Sal. Estes são os temas do encontro que o Fórum de Desenvolvimento do Rio e a Comissão de Minas e Energia da Assembléia Legislativa (Alerj) promovem nesta segunda-feira , no Palácio Tiradentes, no Centro do Rio, a partir das 9h30.

O debate vai incluir palestras do secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Julio Bueno, do senador Francisco Dornelles (PP) e do presidente da Associação dos Engenheiros da Petrobras, Fernando Siqueira.

O presidente da Alerj, deputado Jorge Picciani, defende que o Parlamento, o governo estadual e a sociedade fluminenses devem dar um passo à frente e começar imediatamente a planejar o desenvolvimento da economia do petróleo.

– Precisamos compartilhar com a nossa população as riquezas que serão geradas pela exploração do petróleo no pré-sal montando uma base industrial para atender à enorme demanda que será gerada, capacitando mão-de-obra e investindo fortemente em inovação tecnológica. E o nosso estado é o que reúne as melhores condições para isso -, afirma o deputado, que preside o Fórum de Desenvolvimento do Rio.

As reservas brasileiras atuais são de 14 bilhões de barris. Somadas aos 16 milhões de barris estimados para o Pré-Sal, as reservas brasileiras mais que duplicam. As oportunidades de negócios são promissoras e tem atraído interesse de empresas em todo o mundo. O grupo francês Schlumberger, a brasileira Usiminas e a americana Baker Hughes já anunciaram que vão instalar centros de pesquisa voltado para o Pré-Sal junto ao Parque Tecnológico da UFRJ.

– É por causa de toda essa riqueza que queremos debater o Marco Regulatório com a calma e o cuidado que necessário -, completa Picciani.

O presidente da Comissão de Minas e Energia, deputado Glauco Lopes (PSDB) destaca a importância de planejar os investimentos nas cidades e estados produtores.

– O petróleo é uma riqueza para o bem e para o mal. É preciso garantir o desenvolvimento contínuo dos municípios, pois petróleo é um recurso esgotável -, afirma.

Atualmente o Rio de Janeiro detém 85% das reservas brasileiras e responde por mais de 80% das atividades de produção e exploração de petróleo e gás natural, concentrando as empresas de exploração, produção e refino.

Além disso, estão sediados no estado os mais importantes centros de pesquisa e desenvolvimento do setor, como o Cenpes (Centro de Pesquisa e Desenvolvimento Leopoldo Americo Miguez de Mello), da Petrobras, o Centro de Tecnologia da UFRJ, Uerj, Cefet, dentre outros, e as principais entidades do setor, como o Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), a Agência Nacional de Petróleo e Gás (ANP) e a Organização Nacional da Indústria de Petróleo (Onip)