Rio: municípios recebem Olimpíada Latino-Americana de Astronomia

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Publicado segunda-feira, 28 de setembro de 2015 as 13:08, por: cdb

Por Redação, com ABr – do Rio de Janeiro:

O Brasil sedia a partir desta segunda-feira a 7ª Olimpíada Latino-americana de Astronomia e Astronáutica (Olaa), que começou às 9h no Planetário da Gávea, na Zona Sul do Rio. As equipes de competidores são formadas por grupos de cinco estudantes de ensino médio, com idade entre 15 e 18 anos, para cada país latino-americano participante, como a Bolívia, o Brasil, Chile, a Colômbia, o México, Paraguai e Uruguai. O município do norte Fluminense de Barra do Piraí também sedia o evento, que vai até o próximo domingo.

O Brasil sedia a partir desta segunda-feira a 7ª Olimpíada Latino-americana de Astronomia e Astronáutica
O Brasil sedia a partir desta segunda-feira a 7ª Olimpíada Latino-americana de Astronomia e Astronáutica

A competição inclui provas teóricas e práticas que envolvem desde a observação do céu até a montagem de foguete de água. Segundo a organização da Olaa, serão duas provas teóricas sobre astronomia, uma individual e outra em grupo, provas práticas individuais de planetário e de observação do céu e por último, prova em grupo de montagem de foguete. O diferencial das provas em grupo é a equipe ser composta por participantes de outras nacionalidades.

A equipe brasileira é liderada pelo astrônomo Júlio César Klafke, da Universidade Paulista (Unip). O professor, que acompanhou o processo de treinamento dos participantes, disse que acredita que a equipe brasileira está bem preparada e destaca que além do conhecimento teórico e da habilidade prática, é importante a relação interpessoal. “Um dos pontos fundamentais da Olaa é que, nas provas em grupo, as nacionalidades vão se misturar, promovendo uma cooperação internacional e retirando o foco da competição nacional”.

O paulista Vítor Gomes, de 16 anos, é um dos representantes do Brasil na olimpíada. Ele afirmou que, apesar de muito ansioso, se sente bem preparado. Sobre as provas em grupo, o estudante está confiante na experiência que irá adquirir. “O desafio maior é a questão do idioma, mas será uma experiência inesquecível”.

Os participantes da equipe brasileira foram selecionados por  meio de uma prova nacional da Olimpíada Brasileira de Astronomia (OBA). Em seguida, foram feitas as seletivas online. A última etapa foi uma prova presencial.

Na última edição da Olaa, no Uruguai, os estudantes brasileiros conquistaram três medalhas de ouro e duas de prata, o prêmio especial de Melhor Prova Individual por terem gabaritado os exames, premiação especial de melhor prova em grupo e de foguetes, além do título de melhor companheira da olimpíada para a aluna de Vitória (ES) Carolina Lima Guimarães. “Foi a equipe mais premiada de todas as seis olimpíadas latino-americanas”. O Brasil sempre foi líder da Olaa, disse o coordenador do evento, o astrônomo Eugênio Reis Neto. “Sempre ficou bem colocado. Sempre foi um dos melhores, senão o melhor time, das (olimpíadas) latino-americana”.

Intercâmbio

Na avaliação do presidente da Olaa, também coordenador da competição, olimpíadas organizadas por pessoas de diferentes sociedades científicas contribuem para por em contato, mesmo a distância, cientistas e pesquisadores com os professores do ensino médio. É o que ocorre na OBA, por exemplo, disse ele. O Brasil tem experiência de 18 anos da olimpíada nacional. A OBA é feita sempre no mês de maio e inclui alunos do ensino fundamental e médio. No ano passado, 837 mil estudantes de todo o país participaram do certame.

João Batista Canalle destacou que os alunos que participam dessas olimpíadas costumam se preparar previamente, como ocorre nas olimpíadas desportivas. “E o preparar para uma olimpíada científica é estudar, o que mais queremos que eles façam. O aluno vai ler um pouco mais, o professor vai ensinar um pouquinho mais, e nós, da OBA, procuramos colaborar com os professores, fornecendo material de estudo, porque sabemos que eles não são astrônomos. Damos sugestões de atividades de observação de dia e de noite. É como se fosse um estudo dirigido a distância entre os responsáveis pela organização da olimpíada e aqueles que ensinam os conteúdos”.