Retratação de ACM foi negociada previamente com Bornhausen

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Publicado sexta-feira, 21 de novembro de 2003 as 21:12, por: cdb

A carta de retratação do senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) foi negociada previamente com o senador Jorge Bornhausen (SC), presidente licenciado do PFL que pediu sua expulsão do partido.

Bornhausen deu o sinal verde indicando a possibilidade de conciliação dos dois caciques do partido. Os intermediários  foram os senadores César Borges (BA), Marco Maciel (PE) e Agripino Maia (RN), líder da bancada.

As negociações começaram na tarde de quinta-feira, logo depois de Antonio Carlos Magalhães ter prestado esclarecimentos à executiva nacional do PFL ao afirmar que não pretendeu duvidar da seriedade de Bornhausen no comando das contas do PFL. Naquela mesma tarde, a carta começou a ser escrita.

Para atender a Bornhausen, Antonio Carlos foi aconselhado a incluir um trecho, que está no quarto parágrafo, afirmando que se pediu ao partido esclarecimentos sobre suas contas foi por interesse em se manter informado “sobre esse importante setor de atividade da vida partidária”.

A briga dos dois senadores começou com a acusação de Antonio Carlos sobre a aplicação de
recursos do fundo partidário – ponto que justificou o pedido de Bornhausen de abertura de processo para expulsão do baiano dos quadros do PFL.

No começo da noite de quinta-feira, os termos da carta de Antonio Carlos foram apresentados a Bornhausen, que deu o sinal verde esperado – o de que o processo de expulsão poderia ser arquivado.

Na manhã desta sexta-feira, a carta foi, finalmente, enviada por fax ao deputado Gilberto Kassab (PFL-SP), relator do processo de expulsão de ACM. Aos correligionários, Kassab também considerou satisfatórios os termos da carta.

No fim da tarde, o líder do PFL, Agripino Maia, comemorava o fim da briga interna no PFL e mandava um recado ao governo:

– Os Planaltinos que recolham os seus foguetes para outra ocasião porque esta guerra não aconteceu!