Resistência Mapuche a opressão no Chile é tema de debate em Osasco

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Publicado sábado, 10 de março de 2012 as 09:31, por: cdb

Resistência Mapuche a opressão no Chile é tema de debate em OsascoA perseguição sofrida pelo povo Mapuche e os riscos de a lei antiterrorismo se espalhar por outros países da América Latina trazem a ex-presa política Patrícia Troncoso a Osasco para um encontro com o movimento social brasileiro em apoio à luta do povo indígena por suas terras e sua soberania. O encontro acontece na sexta-feira, 16, às 19h, na sede do Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região, promotor da atividade em conjunto com a Abya Yala.

Redação

A perseguição sofrida pelo povo Mapuche e os riscos de a lei antiterrorismo se espalhar por outros países da América Latina trazem a ex-presa política Patrícia Troncoso a Osasco para um encontro com o movimento social brasileiro em apoio à luta do povo indígena por suas terras e sua soberania. O encontro acontece na sexta-feira, 16, às 19h, na sede do Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região, promotor da atividade em conjunto com a Abya Yala.

Os Mapuches compõem o maior grupo indígena do Chile, mas – como em outras partes do mundo – isso não tem significado respeito ao seu território, às suas crianças, à sua liberdade, à cultura e ao seu modo de vida. Há décadas, são perseguidos, retirados de suas terras. Há dezenas de presos políticos. Tudo isso é legitimado por uma lei da época da ditadura de Pinochet: a lei antiterrorismo.

Na verdade, a violência estatal garante o avanço do poder privado sobre as terras Mapuche. Multinacionais de diversos ramos têm expulsado os indígenas de seu território sob o respaldo do governo chileno. Sob o rastro das empresas, instala-se um processo de degradação aos recursos naturais, além do desrespeito ao povo.

Prisão e luta – Patrícia é uma das ex-presas políticas, que sentiu na pele, junto com sua família a truculência do governo e do poder econômico instalado em seu país. Ela e outros indígenas foram condenados a dez anos de prisão por ter ateado fogo no campo Poluco Pidenco, área indígena invadida pela empresa Forestal Mininco, um dos maiores grupos econômicos do país, em dezembro de 2001.

Na prisão, ficou 112 dias em greve de fome para chamar a atenção da comunidade internacional para a causa do seu povo e exigir sua liberdade. Nos sete anos que ficou presa, deu a luz à sua filha, hoje com três anos.

Desde sua libertação, em 2008, Patrícia busca apoio à causa Mapuche. Por isso, também será assunto do encontro a formação de Redes Solidárias no Brasil em apoio aos Mapuches, entre outras questões. A atividade é aberta ao público.

Serviço
Encontro sobre a questão Mapuche, com Patricia Troncoso
Data: 16 de março
Local: r. Erasmo Braga, 310 – 4º andar – Pres. Altino – Osasco – SP
Horário: 19h