Resende: GAECO e PM desarticulam quadrilha na Câmara Municipal

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Publicado quinta-feira, 29 de outubro de 2015 as 11:25, por: cdb

Por Redação, com ARN – do Rio de Janeiro:

Com o objetivo de desarticular uma quadrilha que fraudava processos licitatórios para a contratação de serviços na Câmara Municipal de Resende – região sul Fluminense,foi desencadeada, nesta quinta-feira, a Operação Betrug. O grupo é acusado de fraude a licitação, organização criminosa, peculato e falsificação de documentos.

A ação foi deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), pela Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Núcleo Resende e pela Coordenadoria de Inteligência da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (CI/PMERJ), com o apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI) do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ).

O grupo é acusado de fraude a licitação, organização criminosa, peculato e falsificação de documentos
O grupo é acusado de fraude a licitação, organização criminosa, peculato e falsificação de documentos

Foi obtido na Justiça o afastamento de 14 servidores públicos de seus cargos, incluindo o atual presidente da Câmara, vereador Jeremias Casemiro, conhecido como “Mirim”; e os vereadores Luiz Carlos de Alencar Besouchet, vulgo “Kiko Besouchet”, e Ubirajara Garcia Ritton, vulgo “Bira Ritton”.

O MPRJ também obteve mandados de prisão preventiva contra o consultor de Economia e Finanças da Câmara, Ricardo Abbud de Azevedo; a consultora de Planejamento a Recursos Humanos, Cristiane de Andrade Rodrigues Kleina; e Marco Aurélio Azevedo. Todos foram afastados de suas funções. Outras 17 pessoas foram denunciadas, incluindo servidores municipais e assessores da Câmara, além de empresários.

De acordo com as investigações, o esquema é estruturado dentro da Câmara Municipal de Resende. Criadas para participar de licitações, três empresas de fachada (Fox Gestão Empresarial, Omega Desenvolvimento Empresarial e Lotus Tecnologia) venceram nove delas, sempre mediante a falsificação de documentos de empresas reais. Como consequência, Fox, Omega e Lotus eram sempre contratadas. E como não existiam de fato, não tendo sede, equipamentos ou funcionários, assumiram contratos jamais executados e serviços nunca prestados. Dentre eles estão locação, instalação e manutenção do sistema de câmeras de segurança; organização de eventos; varredura eletrônica; digitação de documentos; e planejamento imobiliário.

Uma operação de busca e apreensão na Câmara e no escritório de contabilidade do controlador-geral, realizada neste mês, encontrou manuscritos de repartição de propinas e outdoors das três empresas de fachada, entre outras provas. As notas eram atestadas falsamente e pagas. Os prejuízos aos cofres públicos ultrapassam mais de R$ 880 mil reais.

A Operação Betrug contou com aproximadamente 100 policiais militares da CI/PMERJ e três promotores de Justiça, além de agentes da CSI/MPRJ.

Operação prende dois homens

Agentes da Operação Lapa Presente (OLP) prenderam dois homens, um acusado de furto e outro de corrupção ativa, na noite de quarta-feira, no Centro do Rio.

Durante patrulhamento na Rua Gomes Freire, os agentes da OLP desconfiaram de Luiz Alberto da Silva, de 20 anos. Durante a abordagem, uma bolsa feminina foi encontrada com o suspeito. Questionado pelos policiais, ele confessou ter furtado o objeto de uma mulher. Luiz Alberto foi preso e conduzido à 5ª DP (Mem de Sá), onde foi feito o registro da ocorrência como furto.

Na Avenida Mem de Sá, os agentes abordaram um taxista que estava parado de maneira irregular em frente a um posto de gasolina. Durante a abordagem, Igor Bonfim, de 28 anos, perguntou ao policial qual seria o “acerto” para colocar um ponto de táxi no local. O homem foi conduzido para a 5ª DP (Mem de Sá), onde foi feito o registro da ocorrência como corrupção ativa.

Lançada pela Secretaria de Estado de Governo com o objetivo de garantir a segurança e o direito de ir e vir dos moradores e frequentadores da região do Rio Antigo, a Operação Lapa Presente deu início às suas ações de fiscalização no dia 1º de janeiro de 2014. Desde então, até a madrugada de 29/10, os agentes cumpriram 402 mandados de prisão – sendo 17 por homicídio, 185 por roubo, 84 por furto, 40 por tráfico de drogas e 76 por outros crimes.

Além disso, 2.769 pessoas foram detidas por porte de entorpecentes, sendo 2.643 detidas por posse para consumo e 126 presas por tráfico de drogas. Também foram conduzidas à delegacia 84 pessoas por porte de arma branca, 20 por portar arma de fogo, 290 por roubo e furto e 902 por outros delitos. Foram aprendidos também aproximadamente 16 kg de drogas (maconha, cocaína, crack e ecstasy).

Em parceria com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social foram realizadas 18.310 ações de acolhimento a moradores de rua. Foram realizadas ainda ações de fiscalização em conjunto com a Secretaria Municipal de Transportes, onde 175 veículos foram rebocados por apresentarem alguma irregularidade.