Renato Gaúcho estressa com Rodolfo e Carlos Alberto

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Publicado quinta-feira, 20 de novembro de 2003 as 04:58, por: cdb

O Fluminense luta para escapar do rebaixamento, mas, pela atitude demonstrada na última quarta-feira, Rodolfo e Carlos Alberto não estão preocupados em ajudar. Pelo menos, na opinião do técnico Renato Gaúcho. Os dois participaram na última terça-feira do amistoso da Seleção sub-23, contra o Santos, na Vila Belmiro, mas preferiram não aparecer nas Laranjeiras para o jogo-treino contra o Rio Claro.

Renato Gaúcho esperava por Carlos Alberto e Rodolfo para acertar os últimos detalhes para o jogo de domingo, justamente contra o Santos, depois que os dois jogadores ficaram servindo à Seleção Brasileira por dez dias.

– Eles deveriam ter vindo ao clube. Foi uma falta de responsabilidade total. Não aceito trairagem e nem sacanagem – disse o técnico.

A desculpa dada por ambos não convenceu. Segundo Renato, eles disseram que só seriam liberados pela CBF, na quarta, às 17h. O treinador achou estranho e pediu para o supervisor de futebol do clube, Cacau Barbosa, checar a informação. O dirigente ligou para a entidade e viu que os dois estavam mentindo.

– Contaram uma história falsa, mentiram. Acharam que ficaria por isso mesmo. Estou cansado de dar conselhos – completou o técnico.

Os dois são peças fundamentais no esquema de Renato, mas o treinador não descartou a hipótese de barrá-los contra o Santos.
 
– O Romário, quando estava na Seleção Brasileira, sempre se apresentava no dia seguinte para treinar – falou.

Carlos Alberto e Rodolfo têm uma outra versão para o fato de terem faltado ao treino. Eles alegam que não se apresentaram nas Laranjeiras porque confundiram as programações da CBF e do clube. Os dois jogadores explicam que, como só seriam liberados pela entidade às 12h da quarta-feira, Renato afirma que os dois disseram que estariam livres às 17h, entenderam que só teriam de voltar ao Fluminense nesta quinta.

– Nossa liberação estava programada para às 12h de hoje (quarta-feira). Como o Rodolfo tem familiares em Santos, pedimos à CBF para sermos liberados logo. Fomos atendidos e achamos que na quarta-feira ainda estaríamos à disposição da CBF. Foi um mal-entendido. A gente não queria causar problemas ao Renato e ao clube – explica Carlos Alberto.