Renan Calheiros pede agilidade nas investigações da PF

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Publicado segunda-feira, 21 de maio de 2007 as 22:03, por: cdb

O presidente do Senado Federal, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse nesta segunda-feira que não tem “nada a ver” com as denúncias surgidas desde que foi deflagrada, no último dia 17, a Operação Navalha, da Polícia Federal (PF). Por isso, acrescentou não temer que seu nome apareça no processo.
 
– Muito pelo contrário, não temo absolutamente nada -, afirmou.
 
– É importante que a investigação avance, para que as especulações não se sobreponham aos fatos, que saibamos a extensão das denúncias e que tem responsabilidades -, disse.

A mando do Superior Tribunal de Justiça (STJ), cinco funcionários do governo de Alagoas foram presos pela PF: o secretário de Infra-Estrutura, Adeilson Teixeira Bezerra; o subsecretário de Infra-Estrutura, Denisson de Luna Tonório; o diretor de obras da Secretaria de Infra-Estrutura, José Vieira Crispim; o representante do governo do estado em Brasília, Eneas de Alencastro Neto; e o diretor do Detran de Alagoas, Márcio Fidelson Menezes.

A operação apura um suposto esquema de desvio de recursos públicos para obras. A construtora Gautama, que tem sede em Salvador, é apontada como líder das fraudes investigadas. Questionado mais uma vez sobre sua relação com o dono da empresa, Zuleido Veras, Renan voltou a afirmar que o conhece.

– Eu conheço o Zuleido como conheço os representantes das empresas que têm investimentos em Alagoas e em outros estados. É natural que eles procurem os governadores, os senadores. Isso é uma questão institucional -, disse Renan.
 
Ele acrescentou que toda a bancada de Alagoas sempre defendeu os interesses do estado.
 
– Sem exceção. E toda vez que nós [da bancada] fizemos isso, fizemos a pedido dos governadores -, explicou.
 
Segundo ele, é papel de cada senador defender os interesses do estado que representa.

– Fizemos isso em todas as direções. Nos últimos 20 anos, não há um só investimento que não tenha contado com a participação das bancadas dos estados. Nos últimos 20 anos, todos os recursos que foram para Alagoas, de uma forma ou de outra, nós tivemos participação. Agora, se tem superfaturamento, envolvimento com crime, desvio de comportamento, é uma coisa que tem que ser esclarecida imediatamente, porque o que está em jogo é o interesse público, que tem que ser preservado -, afirmou.
 
O senador pediu agilidade na investigação da PF, para que se saiba a extensão das denúncias e a responsabilidade de envolvidos.

– É importante que a investigação avance e que esses fatos se esclareçam rapidamente para que as especulações não se sobreponham aos fatos. Só podemos saber o que deve ser feito quando soubermos a extensão do que está sendo investigado -, disse, acrescentando que especulações não servem à democracia.