Relatório ameaça Olmert, dizem jornais israelenses

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Publicado segunda-feira, 30 de abril de 2007 as 09:18, por: cdb

O primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, deve ser duramente criticado por suas decisões e ações em relação à guerra no Líbano em um relatório que será divulgado nesta segunda-feira. Algumas informações do inquérito parcial do chamado Comitê Winograd, que avaliou os acontecimentos que levaram à guerra de julho e agosto de 2006 e os primeiros cinco dias do conflito, vazaram para a imprensa durante o fim-de-semana e antecipam que o premiê será alvo de duras críticas.

De acordo com os jornais israelenses desta segunda-feira, Olmert deve ser acusado de ter sido precipitado em ir à guerra e demostrado fraqueza ao lidar com os comandantes militares do país.
O ministro da Defesa, Amir Peretz, deve ser acusado de inexperiência e falta de visão.

Os jornais especulam que Olmert, cuja popularidade junto ao público israelense já está bastante baixa, pode ter seus dias no governo contados após a publicação do relatório.

Segundo a edição desta segunda-feira do jornal independente Haaretz, um dos principais integrantes do partido Kadima, de Olmert, teria dito neste domingo que o grupo deve pedir ao primeiro-ministro que ele renuncie ao cargo para evitar “que o partido afunde juntamente com ele”.

De acordo com a fonte, que não foi identificada, Olmert pode ser expulso após a publicação final do relatório Winograd, aguardada para o fim de junho.
 
Um editorial do diário de centro-direita Maariv pergunta: “Quando esta (renúncia) vai ocorrer? Será após a leitura do Relatório do Comitê Winograd? Ehud Olmert vai sentar em frente à TV, morder suas unhas e de repente dizer a sua esposa: Basta! Estou indo para a casa.?”.

O texto continua dizendo que o crédito que o público deu a Olmert “acabou há muito tempo, mas parece que o processo de absorver a realidade é muito mais lento” e defende a renúncia de Olmert.

Já o jornal centrista Yediot Aharonot acredita que existam esperanças para o premiê. A publicação diz que “Olmert tem uma chance não muito insignificante de sobreviver à primeira onda. Muitos líderes israelenses perderam a confiança do público e depois ganharam uma segunda chance”.

O jornal ressalta, no entanto, que “nenhum deles foi bem-sucedido em se reabilitar durante seu mandato. Olmert acredita que será o primeiro”.