RELACIONAMENTOS – Ser feliz no amor depende do temperamento

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Publicado segunda-feira, 20 de junho de 2011 as 22:19, por: cdb

Maria da Luz Calegari*/Especial para BR Press

(BR Press) – Novelas e seriados continuam a ocupar muito espaço na vida das brasileiras. O principal motivo são as tramas amorosas. As pessoas encontram nesses folhetins situações que também vivenciam, e se identificam com os dilemas e sofrimentos deste ou daquele personagem.

Nos últimos anos, um seriado norte-americano encantou as mulheres: Sex and the City. A razão é simples, mas não óbvia. Todas se parecem, em maior ou menor grau, com as quatro protagonistas da série, porque são arquétipos universais. A fogosa e hedonista Samantha, a conservadora Charlotte, a romântica Carrie e a cerebral Miranda representam os quatro temperamentos humanos.

Temperamento? Isso mesmo! Aquilo que na vida comum chamamos de “gênio”. Por trás de uma atitude amável ou explosiva, de um jeito bondoso ou colérico, se esconde um conjunto de inclinações inatas, que firmam a visão de mundo, interesses e valores.

Hedonistas

Hedonistas como Samantha são arrojadas, autoconfiantes e bastante aventureiras. Vivem um dia de cada vez, sem fazer planos para o futuro. Preferem homens viris, que apreciem sexo sem tabus, e que não exijam fidelidade e compromisso.

Começam a vida sexual cedo e, quando idosas, não têm vergonha de buscar companhia. Atualmente, são maioria nos sites de relacionamento e correspondem a cerca de 40% da população.

Guardiãs

O mundo organizado e conservador é o território favorito das guardiãs, como Charlotte. Mulheres com o temperamento dela buscam estabilidade e status social e são as que mais se casam.

Geralmente, são fiéis e, muitas vezes, não se importam se os maridos tiverem amantes. Raramente se divorciam mas, se isso vier a acontecer, pode-se prever muita luta em torno do patrimônio amealhado e dos filhos. Representam 35% da população.

Idealistas e cerebrais

Fazendo as contas, sobram apenas 25% para os outros dois temperamentos. Idealistas (15% da população) e cerebrais (10%) namoram pouco e casam-se menos. Não que lhes faltem encantos e pretendentes.

As primeiras são perfeccionistas: projetam no escolhido qualidades que não se sustentam no plano real, e isso mata o relacionamento. As cerebrais, com freqüência, namoram e se casam com suas carreiras.

Para quem se perguntou se homens também se enquadram nessa descrição, a resposta é sim. E qual seria o melhor parceiro? Quase sempre, pessoas com o mesmo temperamento.

Tanto na cama como na vida familiar ou social é a afinidade (o que você valoriza) que garante uniões duradouras.

(*) Maria da Luz Calegari, jornalista e consultora em desenvolvimento de pessoas, é autora de Parcerias de Cama e Mente – Como o Temperamento Tece as Relações (Ed. Ágora, 2008) e coautora de Temperamento e Carreira – Desvendando o Enigma do Sucesso (Ed. Ágora, 2006). Fale com ela pelo emaile/ou pelo Twitter @brpress.