Redes americanas são vulneráveis ao ciberterrorismo

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Publicado quinta-feira, 13 de setembro de 2001 as 17:44, por: cdb

O Comitê do Senado americano que cuida de questões de segurança se reuniu nesta quinta-feira para se as redes de computadores em território norte-americano que rodam serviços vitais são vulneráveis ou não a ataques de ciberterroristas.
A conclusão de dois representantes do governo é de que os sistemas do governo são dotados de uma segurança fraca, têm diversas falhas e utilizam softwares comerciais que acabam expondo as redes a ataques externos. Os especialistas afirmaram ainda que o governo não recebe a comunicação de ocorrências de segurança das companhias do setor privado que possam a ajudá-lo a melhorar a proteção de seus sistemas.

“O setor privado, por boas razões, nem sempre quer dividir as informações relacionadas a ameaças, incluindo os riscos e que tipos de ocorrências ocorreram no passado”, comentou Joel Willemssen, que gerencia as questões de tecnologia da informação para o General Accounting Office (GAO).

Os agentes do governo, por sua vez, estão trabalhando para que setores da indústria e de serviços adotem acordos prevendo a troca de informações mútua, incluindo o Centro de Proteção de Infra-estrutura Nacional. Mas a participação, segundo os representantes, tem sido limitada em parte, devido às preocupações de que esses dados possam acabar vazando para o conhecimento público.

Também foi discutida, durante a reunião, a confiabilidade de softwares comerciais. A inspetora-geral da NASA, Roberta Gross, acusou os desenvolvedores de entregar programas cheios de pontos vulneráveis. “Se o assunto envolve parcerias com setores privados e públicos, vale dizer que o privado pode começar a ser mais responsável. Os softwares não podem chegar ao mercado com falhas. É preciso ter garantia sobre isso”, enfatizou a inspetora-geral.