Rede Globo manipula e esconde que os Pataxós passam fome na Bahia

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Publicado quarta-feira, 18 de abril de 2012 as 08:15, por: cdb

Rede Globo manipula e esconde que os Pataxós passam fome na Bahia

Por: Redação da Rede Brasil Atual

Publicado em 18/04/2012, 11:02

Última atualização às 11:02

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São Paulo – É mentira que os índios Pataxó Hã Hã Hãe, do sul da Bahia, realizam ocupações desde fevereiro deste ano e que tenham provocado violência na região, como divulgou recentemente a Rede Globo de Televisão. O desmentido é de Haroldo Heleno, do Conselho Indigenista Missionário, na Bahia e do líder indígena Nailton Muniz Pataxó, da Aldeia Milagrosa, município baiano de Pau Brasil. Eles afirmam que a emissora e a imprensa local mentem ao divulgar que os índios lutam pela demarcação de terras e esclarecem que o objetivo é a anulação dos títulos de posse dos fazendeiros. “Na verdade a tribo indígena pede há 30 anos que os títulos sobre a área, uma reserva já demarcada em 1937, sejam anulados. Geralmente nas outras áreas existe uma disputa pela demarcação do território, essas já estão demarcadas”, afirma Heleno.

Segundo eles, a mídia também não revela a precariedade nos acampamentos. O líder Pataxó afirma que quase dois mil índios acampados passam fome. Eles se alimentam apenas de jaca e banana, que já estão acabando. As crianças também não tomam leite. E a falta de atendimento médico levou à morte o irmão do líder Pataxó. “Talvez esse clima tenha sido criado propositalmente para colocar a opinião pública contra os indígenas”, ressalta o conselheiro. 

“Tem sido muito prejudicial para todo mundo. Tem se criado um clima de muito terror e muita apreensão. A Rede Globo, em vários momentos, tem usado dados que conduz a sociedade a uma opinião contrária aos índios” e completa: “Agora com a proximidade da ação a favor dos índios, a imprensa tem tentado conduzir a sociedade contra eles, colocando-os como grandes vilões da história.”        

Nesta quarta-feira, 18, um documento está sendo elaborado por cinco caciques, 21 lideranças indígenas e presidentes de quatro associações, para divulgar as denúncias. 

Ouça aqui a reportagem da Rádio Brasil Atual na íntegra.