Recuperação econômica na Europa ainda passa por altos e baixos

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Publicado terça-feira, 15 de setembro de 2009 as 11:56, por: cdb

A economia da Grã-Bretanha provavelmente começou a crescer novamente, mas a recuperação será lenta e os riscos para a inflação são de baixa, afirmou o presidente do Banco da Inglaterra, Mervyn King, nesta terça-feira.

– As quedas na produção de forma geral chegaram ao fim e estamos começando a ver alguns sinais muito pequenos de crescimento positivo. É importante lembrar que as taxas muito pequenas de crescimento positivo ou as pequenas quedas de produção em outros países no segundo trimestre e provavelmente no terceiro, são realmente muito pequenas em comparação com o forte recuo da produção que ocorreu no fim do ano passado e início deste ano – disse King ao Comitê do Tesouro do parlamento.

Assim, ainda há um longo caminho a percorrer antes de o crescimento voltar para onde estava, acrescentou ele.

O que vale para a Grã-Bretanha, no entanto, confere com o sentimento de confiança do investidor e dos analistas alemães, que aumentou menos do que o esperado em setembro, segundo pesquisa divulgada nesta terça-feira. O índice do instituto econômico ZEW subiu para 57,7 neste mês, ante 56,1 em agosto.

Economistas consultados pela agência inglesa de notícias Thomson/Reuters previam para setembro um dado de 60,0. O componente de condições atuais melhorou para menos 74,0, contra menos 77,2 em agosto. O índice foi feito com 293 analistas e investidores entre 31 de agosto e 14 de setembro.

Demissões

A gigante alemã do setor automobilístico Bosch prevê eliminar 10 mil empregos este ano e manter mais de 100 mil funcionários em regime de jornada mais curta por causa da crise na indústria automotiva que pode durar anos, afirmou o presidente-executivo da companhia, Franz Fehrenbach. A maior fornecedora de autopeças do mundo vai registrar um acentuado prejuízo este ano, com queda de receita de cerca de 15%, para 38 bilhões de euros (US$ 55,61 bilhões). Além disso, o faturamento com tecnologia veicular vai recuar cerca de 20 por cento, segundo comentários do executivo no salão do automóvel de Frankfurt.

A companhia empregará cerca de 270 mil funcionários depois dos cortes. O executivo afirmou que está vendo “os primeiros sinais de recuperação” e que a receita deve crescer no quarto trimestre. Apesar disso, a empresa não espera ver uma rápida retomada do nível de utilização de sua capacidade, disse Fehrenbach.

– De modo geral, pode levar até 2012 para chegarmos de volta ao nível pré-recessivo de 2007 – prevê o executivo.