Recall na agenda

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Publicado segunda-feira, 8 de setembro de 2003 as 11:02, por: cdb

A determinação do presidente do Detran-RJ, Hugo Leal, de evitar o licenciamento de veículos com recall por fazer, caso seguida por outros Detrans, colocará o Brasil com o maior índice de comparecimento às convocações do mundo. Além da segurança do próprio motorista, os demais usuários das vias públicas também serão poupados de um risco desnecessário.

– Estamos vivendo uma contradição. Afinal, um veículo com multa não pode ser licenciado, mas um que o próprio fabricante informa que pode não frear ou pegar fogo, é licenciado sem problemas e vendido nas concessionárias – lembra o economista Rodolfo Alberto Rizzotto, que acaba de publicar interessante livro sobre recall no Brasil. Segundo ele, muitas concessionárias e lojas estão revendendo veículos usados com recall por fazer.

– Isso contraria o artigo 10 do Código de Defesa do Consumidor. Precisamos de um órgão que investigue defeitos de fabricação, para não continuarmos na dependência de que o fabricante informe, quando achar conveniente, que determinado modelo é perigoso – desabafa Rodolfo.

A história do recall no mundo demonstra que não se pode confiar nas matrizes, envolvidas em vários processos e escândalos, como o caso dos pneus Bridgestone Firestone da Ford Explorer, que podem ter matado 270 pessoas.

– Quantas pessoas perderam a vida pelos defeitos ocultos? – pergunta Rodolfo, que defende uma CPI para o recall.

DOIS PESOS…
Nos meios castrenses, fica um cheiro de pólvora no ar quando surgem comentários de que a viúva do capitão Carlos Lamarca foi contemplada com uma pensão líquida de R$ 8,8 mil mensais, enquanto aos herdeiros do soldado Mário Koefel cabe a merreca de R$ 380 por mês.

O capitão, como se sabe, notabilizou-se por desertar, levando uma kombi lotada de fuzis automáticos do quartel, quando estava de superior de dia.

O soldado foi estraçalhado por uma bomba atirada no QG do 2º Exército, em São Paulo, em ato tipificado de terrorista, quando estava de sentinela.

A CALHAR
Autor do projeto que dá salvo conduto aos maconheiros, o deputado Fernando Gabeira (PT-RJ) está adorando a divulgação de estudos científicos que comprovam a eficácia da maconha no tratamento da dor.

KUBANACAN
De volta de Havana, o vereador Mário Del Rei (sem partido) disse ao jornal alternativo Metrô Car que a prostituição grassa nas ruas da capital cubana.

Nas barbas do companheiro Fidel.

JÁ FOI TARDE
Velho defensor da reforma agrária, o deputado Zé Lima (PP-PA) adorou a defenestração do presidente do Incra.

Zé ficou assustado com um discurso de Marcelo Resende, em seu Estado, incitando o MST a invadir propriedades e incentivando desempregados a se unirem aos sem-terra para receber cestas básicas do Governo.

JORNADA
A deputada Dra. Clair (PT-PR) conclamou os pares para que não obstruam a mensagem, enviada à Casa pelo Executivo, propondo a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas.

Segundo ela, se aprovada, representará a criação de 3,5 milhões de empregos.

BAIANADAS
O senador ACM nega que queira destituir o deputado José Carlos Aleluia da liderança do PFL. Desmente, também, que queira substituí-lo pelo neto.

Aliás, o deputado ACM Neto está brilhando na Câmara.

Tem cara de menino, atitudes de adulto e jeitão de cacique.

inconfidências

>>Desembarcou no Rio o melhor maestro de coral do mundo, o dinamarquês Mechael Bojesen. Vai reger o grupo vocal Ars Nova no show de bossa nova da cantora dinamarquesa Maria Petersen, nesta segunda-feira, no Teatro Rival BR.

>>Foi aprovado projeto do vereador Carlos Bolsonaro (PTB) que dispõe sobre a gratuidade no sistema de estacionamento rotativo para cidadãos que consumirem no comércio da cidade. Falta o prefeito sancionar. Deve vetar.

>>A Câmara também aprovou projeto, de autoria do vereador Jorge Mauro (PTdoB), autorizando o Executivo a conceder incentivo fiscal às empresas