Rebeliões termina com oito mortes em Manaus

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Publicado domingo, 4 de janeiro de 2004 as 23:52, por: cdb

Terminou com oito mortes a rebelião na unidade prisional de Puraquequara, na zona leste de Manaus. São seis presos, um policial militar e uma agente prisional. O motim durou cerca de três horas e meia. O presídio é considerado de segurança máxima e um dos mais problemáticos da região. No ano passado, foram registradas 17 fugas.

Em outra rebelião, no complexo penitenciário Anísio Jobim, em Manaus, 70 pessoas foram mantidas reféns. A rebelião já acabou. No local estão cerca de 380 presos em regime fechado. Setenta parentes de detentos e 12 agentes da penitenciária foram mantidos reféns.

Os presídios do estado foram privatizados em agosto do ano passado e estão sob a administração de uma empresa do Paraná, contratada após vencer a concorrência aberta para terceirizar a gestão das unidades.

De acordo com o secretário de Justiça, Lélio Lauria, a nova direção “desmantelou” o esquema existente nas prisões, eliminando o tráfico de drogas e coibindo a ação de “xerifes que cobravam por visitas íntimas e negociavam a fuga de presos”.

Ele explicou que os presos querem “que os amazonenses voltem a dirigir os presídios”. “Muitos presos eram liberados para cometer assaltos durante o dia e voltaram à noite”, frisou o secretário.