Rebelião em presídio de Salvador já dura 28 horas

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Publicado segunda-feira, 24 de fevereiro de 2003 as 16:31, por: cdb

Após 28 horas, continua a rebelião de presos na penitenciária Lemos de Brito, com Complexo da Mata Escura, em Salvador, Bahia.

Cerca de 120 presos mantém seis agentes penitenciários reféns e 52 parentes estão detidos dentro do presídio. Os presos estão armados com armas brancas, como facas e estiletes, além de pedaços de pau.

A rebelião começou por volta do meio-dia deste domingo, quando dezenas de parentes visitavam os presos no segundo pavilhão.

Segundo a assessoria de imprensa da Superintendência de Assuntos Penitenciários (SAP), os rebelados apresentaram uma lista de reivindicações ao diretor do presídio, André Augusto Barreto Oliveira, que inclui o retorno de quatro líderes transferidos para Feira de Santana, no interior do Estado.

Ainda de acordo com a SAP, os parentes não estão reféns, mas preferiram ficar no presídio para garantir a integridade dos presos. A rebelião é liderada por cinco presos, integrantes da facção comandada pelos quatro presos transferidos no início do mês.

Neste momento, uma comissão integrada pelo juiz da Vara de Execuções Penais, Reilton Góis, e pelo secretário da Justiça, Sérgio Ferreira, está conversando com os presos para tentar negociar um fim para a rebelião. Segundo o diretor, não está descartado o retorno dos presos transferidos.

“Eles precisam ser interrogados no interior, mas estamos estudando o retorno para a penitenciária”, afirmou André Oliveira.

Entre as outras reivindicações dos presos estão: melhorias nas assistências médica e judiciária e aumento da participação no programa cidadão do governo, que promove oportunidades de trabalho.

A penitenciária Lemos de Brito abriga 1.183 presos em cinco pavilhões e tem capacidade para 1.102 detentos, de acordo com a Superintendência de Assuntos Penitenciários.