Randolfe Rodrigues critica privatização de aeroportos lucrativos 

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Publicado terça-feira, 31 de maio de 2011 as 18:55, por: cdb

O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-PA) criticou em Plenário decisão do governo de privatizar três aeroportos brasileiros – Cumbica e Viracopos, em São Paulo e Campinas, e o Aeroporto Internacional de Brasília. De acordo com o senador, a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) teria participação reduzida a 49% nesses aeroportos.

– Fico assustado quando o governo da presidente Dilma começa a tomar decisões cedendo aos interesses do mercado. A associação entre interesses públicos e o capital privado sempre se mostrou desfavorável ao interesse público – afirmou o senador.

Randolfe Rodrigues acredita que a medida seria apropriada se o governo tivesse exigido em contrapartida que as empresas privadas assumissem também aeroportos deficitários como os de Macapá (AP) e Boa Vista (RR) ou ainda do interior do Amazonas, como o de Oiapoque, município na fronteira com a Guiana Francesa.

– A Infraero entregar o filé mignon da aviação nacional e continuar a manter os aeroportos não rentáveis não me parece ser um bom negócio para a aviação brasileira – protestou.

Em aparte, a senadora Lídice da Mata (PSB-BA) lembrou que a presidente Dilma Rousseff teria assumido como compromisso durante a campanha eleitoral a abertura de capital da Infraero para, somente então, promover a modernização dos aeroportos de sua responsabilidade.

Demissão do presidente da Telebrás

Randolfe Rodrigues protestou também contra a demissão do presidente da Telecomunicações Brasileiras S. A. (Telebrás), Rogério Santana. O parlamentar disse que Santana estava empenhado em levar a banda larga para os mais distantes municípios do país. Com a demissão, o senador disse não saber que rumo tomará o Plano Nacional de Banda Larga (PNDL).

Também em seu discurso, o parlamentar criticou a decisão dos Estados Unidos, anunciada pela secretária de Estado, Hillary Clinton, de impor sanções à empresa nacional Petróleos de Venezuela (PDVSA), como parte de sua política unilateral de sanções à República Islâmica do Irã. A PDVSA mantém acordos com o Irã.

Da Redação / Agência Senado