Randolfe manifesta frustração com visita de Obama 

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Publicado segunda-feira, 21 de março de 2011 as 17:45, por: cdb

Em pronunciamento no Plenário, na noite desta segunda-feira (21), o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) expressou sua frustração com a visita feita pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, a Brasília e ao Rio de Janeiro. O senador sentiu falta, por exemplo, de uma declaração mais incisiva de Obama a respeito da inclusão do Brasil como membro permanente do Conselho de Segurança da ONU.

Na avaliação do senador pelo Amapá, a consolidação do Brasil como importante potência econômica e democrática reforçam o pleito do país pela reforma do Conselho de Segurança. Randolfe destacou que o discurso utilizado por Barack Obama para se eleger e a importância de ter sido o primeiro negro a assumir o principal cargo político da maior potencial mundial sugeriam que ele desenvolveria uma política internacional mais multilateral.

– Ouvi a apresentação dele no Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Vi realmente a atuação de um pop star com um show organizado. Esperávamos uma mudança nos rumos da política externa dos Estados Unidos. Mas faltou uma demonstração concreta de multilateralidade – afirmou Randolfe Rodrigues.

O senador pelo PSOL analisou que duas nódoas importantes ficaram como saldo da visita de Obama ao Brasil. A primeira foi o fato de o presidente americano ter autorizado, em território brasileiro, a ação de suas Forças Armadas contra a Líbia. A segunda foi a prisão de 13 militantes no Rio, sob a alegação de terem lançado coquetéis molotov sobre a embaixada americana.

Randolfe Rodrigues negou que os presos tenham cometido qualquer dos atos a eles atribuídos. Também manifestou surpresa pela rapidez com que teriam sido “presos, julgados e levados até a penitenciária”. Em aparte, o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) lamentou que “nunca na história política recente do país os movimentos sociais foram tratados dessa forma”. Ele opinou que os movimentos sociais não podem ser criminalizados da forma que teriam sido.

Roberto Homem / Agência Senado