PUC-SP: será que não há motivação política na nomeação?

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Publicado sábado, 1 de dezembro de 2012 as 08:58, por: cdb

Merece apoio e precisa ser fortalecido o movimento contra a posse da nova reitora da PUC-SP. Não apenas pelo seu caráter democrático, pelo fato de o movimento se desenvolver de forma aberta e pública através de manifestações dos estudantes, mas por ser uma reivindicação eminentemente democrática: a nomeação do 1º colocado na lista tríplice resultante da votação de professores, alunos e funcionários da escola.

A forma como foi feita, ainda que os responsáveis argumentem que foi legal e dentro de normas estatutárias previstas, retira o caráter democrático da nomeação, fere a tradição de escolha do mais votado na maioria dos casos da escolha em lista tríplice e realça o caráter da nomeação, evidentemente conservadora.

A nomeação, da forma como foi feita deixa transparente o objetivo de submeter totalmente a PUC-SP a uma direção e gestão ligadas à Igreja, desconhecendo a comunidade e os estudantes. Pode ter todo o caráter legal de que querem revesti-la, mas a nomeação, na prática, parece uma tentativa de ferir a autonomia da universidade.

A nova reitora empossou-se ontem, à revelia dos estudantes que até realizaram novo protesto. Será que não há motivações políticas por trás dessa escolha? Será que não se fez uma nomeação com objetivos políticos para mudar a orientação pedagógica e o papel da PUC-SP, adequando-os à linha oficial atual da Igreja Católica,cada vez mais conservadora e adequada à direita no pais?