PT supera divergências e segue com candidato único em Minas Gerais

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Publicado segunda-feira, 29 de março de 2010 as 12:59, por: cdb

Ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias, e o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel selaram oficialmente a paz durante reunião de posse do diretório do PT na capital, na noite passada. Durante o encontro, foi aprovada por unanimidade uma resolução em defesa da candidatura própria do partido ao governo do estado e em prol da união dos dois em torno da escolha do nome para a disputa. Patrus e Pimentel estavam em litígio pela candidatura do partido ao Palácio da Liberdade.

Foi criada também uma comissão com seis representantes, três indicados por Patrus e três por Pimentel, para discutir os critérios que serão adotados para definir quem será o candidato ao governo de Minas. A intenção do PT é resolver esse imbróglio até quarta-feira, pois, se o candidato for Patrus, ele terá de deixar o cargo até sábado, prazo máximo para desincompatibilização dos ministros que pretendem disputar as eleições deste ano.

Ontem, com um discurso afinado em nome da unidade e de uma candidatura própria, os dois aparecem de última hora na posse do vice-prefeito Roberto Carvalho, aliado de Pimentel, no comando do diretório de Belo Horizonte, e posaram abraçados para as fotos. Nenhum deles era esperado no evento. De manhã, antes do início da cerimônia, Patrus telefonou para Roberto Carvalho manifestando o desejo de participar da posse do diretório. Imediatamente, Pimentel foi chamado e se deslocou para o evento, realizado na sede do PT, na manhã de ontem.

– É um sinal claro da disposição do partido em marchar unido em torno de um candidato próprio – afirmou o vice-prefeito.

Segundo ele, o encontro de ontem deixou evidente que as diferenças entre Patrus e Pimentel nessa fase de pré-campanha agora são “apenas pontuais”.

– Eles também destacaram que estarão unidos na candidatura própria, independentemente de quem seja o escolhido. Onde um estiver, o outro também estará – comemorou Roberto Carvalho.

“Sem prejuízo da definição da tática eleitoral nacional e do diálogo com os partidos da base aliada do PT deve ter candidato próprio ao governo do estado e buscará construir um palanque ideológico e eleitoralmente forte que nos conduza a uma vitoria histórica para governar Minas Gerais”, diz um trecho da resolução aprovada na véspera.