Protesto diante da antiga escola da Fontinha

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Publicado quinta-feira, 19 de abril de 2012 as 10:37, por: cdb

Polícia recusa-se a deixar entrar delegação para verificar se o interior da escola foi vandalizado pelas forças policiais. Três ativista do coletivo foram detidos. Catarina Martins diz que ação é inaceitável.Artigo |19 Abril, 2012 – 17:32Catarina Martins: ação foi inaceitável. Foto de Ricardo Moreira

Cerca de centena e meia de pessoas permanecem em frente à antiga escola da Fontinha, no Porto, em protesto contra o despejo e tentando verificar se são verdadeiras as notícias de que as instalações foram vandalizadas pela polícia depois da expulsão dos ativistas ligados ao projeto Es.Col.A, nesta quinta de manhã.

Um forte cordão policial cerca as instalações, impedindo a entrada.

A deputada Catarina Martins, do Bloco de Esquerda, tentou conseguir da Polícia autorização para entrar na escola, acompanhada da comunicação social que está presente no local e de um representante do projeto Es.Col.A, mas a polícia recusou-se a deixar entrar a comunicação social, sem dar mais explicações.

Catarina Martins considerou inaceitável que a Câmara Municipal do Porto se mobilize desta forma contra pessoas que estavam a exercer a sua cidadania, numa atuação totalmente desproporcionada. Cerca de 20 carrinhas da polícia terão sido usada para desalojar cerca de 30 ativistas do projeto.

Durante a manhã, mais de cem pessoas manifestaram-se diante da esquadra policial do Heroísmo, onde se encontravam detidos três elementos do coletivo Es.Col.A, que ainda hoje iriam ser presentes a tribunal, segundo explicou aos jornalistas o advogado Alberto Martins.

Os manifestantes, acompanhados por tambores e flautas, gritavam “Soltem os amigos da Escola da Fontinha” e “Ninguém pode parar a iniciativa popular”.

A Câmara do Porto alega que o coletivo Es.Col.A se recusou a aceitar as condições mínimas exigidas por lei, num contrato que pretendia ver assinado pelo coletivo. Mas os ativistas alegam que o contrato apenas legalizava a sua presença até junho, isto é, por apenas mais dois meses.

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