Proposta venezuelana contra lavagem de dinheiro é aceita pela ONU

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Publicado terça-feira, 15 de abril de 2003 as 10:42, por: cdb

O vice-ministro de Relações Exteriores da Venezuela, Arévalo Méndez Romero, afirmou em Viena nesta terça-feira que a Comissão de Entorpecentes da ONU aprovou uma proposta co-patrocinada por seu país para a criação de uma rede internacional de troca de informação sobre lavagem de dinheiro.

“A proposta, apresentada pela Venezuela junto aos países da Comunidade Andina, México, Turquia e Argélia, foi aceita sem oposição”, disse o vice-ministro em declarações feitas à EFE em Viena, onde nesta quarta-feira começará a reunião ministerial do 46º período de sessões da Comissão de Entorpecentes das Nações Unidas.

“Esta proposta prevê a criação de uma rede internacional de controle do financiamento e acompanhamento do movimento de fundos suspeitos”, explicou Méndez Romero.

“Neste sentido, tivemos muito êxito na Venezuela, o que nos permite transferir esta experiência positiva” ao resto do mundo, declarou o vice-ministro, e acrescentou: “De fato já existem as redes de acompanhamento de movimentos de capitais em todos os países do continente (americano). O que propomos agora é uma interconexão dessas redes”.

O território da Venezuela “é usado para a passagem de drogas ao Caribe, mas também é um país em que se confisca muita droga, o que nos deu reconhecimento internacional”, afirmou Méndez Romero.

Outra proposta venezuelana, que é contra a legalização de algumas drogas, ainda não foi aceita por todos os países, reconheceu Méndez Romero.

A Comissão de Entorpecentes da ONU avalia em seu 46º período de sessões -preparatória da reunião ministerial e que acontece desde semana passada em Viena- o cumprimento dos objetivos da estratégia mundial contra as drogas, aprovada pela Assembléia Geral da ONU em Nova York há cinco anos.

A ambiciosa iniciativa, aprovada então pelos 155 países participantes na Assembléia Especial da ONU sobre Drogas, reconhecia pela primeira vez a necessidade de se combater o consumo ilícito de drogas, assim como sua oferta e comercialização, ao mesmo tempo em que eram estabelecidos os prazos para se atingir resultados concretos.