Promotores japoneses pedem pena de morte para líder de culto

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Publicado quinta-feira, 24 de abril de 2003 as 13:29, por: cdb

Promotores japoneses pediram a pena de morte para o líder do culto Aum-Shinrikyo, Shoko Asahara, acusado de comandar um ataque com gás sarin ao metrô de Tóquio no dia 20 de março de 1995.

Sete anos após o início do julgamento, a promotoria encerrou o caso nesta quinta-feira, esperando o veredito que deve sair no meio do ano.

Outros nove membros da seita já foram condenados à morte pela participação no atentado, que matou 12 pessoas e deixou outra centena de doentes.

O líder do culto alegou-se inocente de 12 das 13 acusações que pesavam contra ele mas, na maior parte de seu julgamento, permaneceu calado no tribunal.

A acusação mais pesada contra Asahara, cujo nome verdadeiro é Chizuo Matsumoto, foi o ataque ao metrô de Tóquio que pretendia “destituir o governo japonês e iniciar o Armagedon”.

Asahara também é acusado de ordenar o assassinato de toda a família de um advogado em 1989 e de planejar outro atentado com gás sarin em Nagano, em 1994, que deixou sete mortos.

Promotores estimam que Asahara esteja envolvido com 28 assassinatos.