ProJovem Adolescente deve atender 498 mil jovens no próximo ano

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Publicado segunda-feira, 24 de dezembro de 2007 as 16:29, por: cdb

O ProJovem Adolescente, coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), deve atender no próximo ano 498 mil jovens. Segundo a secretária de Assistência Nacional Social do Ministério do Desenvolvimento e Combate à Fome, Ana Lígia Gomes, a expectativa é de que o número de jovens atendidos chegue a 1,7 milhão até 2010.

Em entrevista concedida nesta segunda-feira, véspera de Natal, ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional, Ana Lígia informou que o governo federal pretende implentar, em 2008, um novo serviço no âmbito da Política Nacional de Inclusão da Juventude, que foi anunciada e aprovada em outubro. São programas articulados que ficam na responsabilidade de vários ministérios, com várias modalidades no ProJovem e ações que investem na escolarização do jovem.

Ana Lígia lembrou que, os rumos da assistência social no Brasil foram avaliados na semana passada, durante a 6ª Conferência Nacional do Sistema Único de Assistência Social (SUAS). Discutiu-se onde é preciso avançar e o que deve ser melhorado nessa área. Segundo a secretária, teve unanimidade no conjunto das deliberações a questão do co-financiamento da assistência social, política que, para os participantes do encontro, tem de ser financiada pelo município, estado e governo federal.

Ela disse que o governo federal tem participação de cerca de 60% no financiamento da assistência social, mas, em sua opinião, o co-financiamento dos municípios e estados precisam ser melhorados. Na conferência, foram levantadas também  questões como a necessidade de profissionais qualificados na assistência social, mas que sejam servidores públicos, uma vez que, atualmente, muitos dos que trabalham nessa área são servidores temporários.

— A conferência, realizada no período de 14 a 17 deste mês, deliberou para que a gente faça projeto de capacitação no Brasil inteiro, mas é preciso também o vinculo com o serviço público. Muitas vezes, o trabalhador recebe a capacitação e em pouco tempo ele não faz mais parte do trabalho, o que, de certa forma, tem dificultado nesse sentido —, afirmou Ana Lígia.

A secretária destacou ainda a importância de se aprimorar a qualificação para que haja de fato um compromisso que permita verificar em que essas ações mudaram a vida das pessoas, se a prestação de serviços melhorou e se houve expansão da cobertura em todo o Brasil.