Projeção de analistas para inflação se afasta cada vez mais do centro da meta

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Publicado segunda-feira, 8 de março de 2010 as 11:32, por: cdb

Analistas do mercado financeiro elevaram para 4,91% para 4,99% a projeção para a inflação oficial no fim deste ano. Esta foi a sétima semana seguida em o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi revisto para cima, distanciando-se cada vez mais do centro da meta de inflação (4,5%).

A informação consta do boletim Focus, publicação semanal elaborada pelo Banco Central (BC) com base em projeções de cem analistas e empresas especializadas para os principais indicadores da economia. Para 2011, a estimativa voltou para o centro da meta de 4,5%, depois de ter oscilado para 4,53% na semana passada.

Cabe ao Banco Central perseguir a meta de inflação e para isso usa como instrumento a taxa básica de juros, a Selic. Quando considera que a economia está aquecida e a inflação em trajetória de alta, o BC aumenta os juros básicos.

Entretanto, os analistas do mercado financeiro não esperam que o Comitê de Política Monetária (Copom) eleve a Selic já na reunião marcada para os próximos dias 16 e 17 deste mês. Entretanto, ao final do ano, eles esperam que a taxa básica, atualmente em 8,75% ao ano, fique em 11,25%. Para o fim de 2011, a projeção foi alterada de 11,25% ao ano para 11,23% ao ano.

O Focus também traz projeção para Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI). A estimativa para esse índice, neste ano, subiu de 5,70% para 5,91%. Para o Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M), a estimativa também passou de 5,86% para 5,88%, em 2010.

A projeção para o Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe) também subiu: de 5,17% para 5,40%. Para 2011, a estimativa para esses índices – IGP-DI, IGP-M e IPC-Fipe – permanece em 4,5%. A expectativa dos analistas para os preços administrados permaneceu em 3,60%, em 2010, e em  4,50%, em 2011.

Os analistas não fizeram alterações nas projeções de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano (5,5%) e em 2011 (4,5%). Para o crescimento da produção industrial, neste ano, a estimativa passou de 8,60% para 8,71% e em 2011 foi mantida a expectativa de 5%.

A projeção para a relação entre dívida líquida do setor público e o PIB caiu de 41,70% para 41,50%, neste ano, e de 40% para 39,50%, em 2011.

A previsão para o superávit comercial (saldo positivo de exportações menos importações) para este ano permaneceu em US$ 10 bilhões e foi ajustada de US$ 2,8 bilhões para US$ 3 bilhões, em 2011.

A estimativa para o dólar passou de R$ 1,80 para R$ 1,81 ao final de 2010 e de R$ 1,87 para R$ 1,85 ao fim do próximo ano.

Para o déficit em transações correntes (registro das transações de compra e venda de mercadorias e serviços do Brasil com o exterior), a estimativa para este ano passou de US$ 50 bilhões para US$ 52 bilhões e de US$ 57,890 bilhões para US$ 60 bilhões, em 2011.

A expectativa para o investimento estrangeiro direto (recursos que vão para o setor produtivo do país) foi mantida em US$ 38 bilhões, em 2010, e em US$ 40 bilhões, em 2011.