Programa acompanha casos de fissura lábio-palatina

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Publicado segunda-feira, 12 de março de 2012 as 07:10, por: cdb

Em 2011, o Programa Municipal de Fissura Lábio-Palatina registrou 12 novos casos da má formação em Uberlândia. A equipe multiprofissional do Programa acompanha os pais e os bebês para o tratamento ser 100% eficaz. A fissura lábio-palatina é uma abertura na região do lábio e/ou do palato. As causas podem ser genéticas ou ambientais.

Os atendimentos são exclusivos para os moradores de Uberlândia, mas a equipe do Programa orienta pais de outras cidades que buscam informações. “O trabalho é conhecido na região, pois muitos municípios não oferecem serviço específico para o tratamento da fissura lábio-palatina. Quando somos procurados por pais de outras localidades, repassamos informações para eles buscarem atendimento adequado”, afirmou Regina Helena Justino Mahlalela, coordenadora do Programa.

Todos os nascidos em Uberlândia, tanto na rede pública quanto na particular e que possuem a má formação, são encaminhados para o Programa. O primeiro contato é feito ainda na maternidade. A equipe oferece acompanhamento em serviço social, suporte psicológico ao paciente e à família, atendimento odontológico, pedagógico, pediátrico e fonoaudiológico. As famílias, independentemente da renda, também recebem leite em fórmula para a nutrição dos bebês até que seja realizada a cirurgia. A alimentação é acompanhada de perto, porque em alguns casos os bebês com má formação têm dificuldades na sucção do leite, o que pode causar deficiência de nutrientes. Quando a família é de baixa renda, os pais recebem vale-transporte para se deslocarem até o local dos atendimentos.

As cirurgias são realizadas em Bauru, no interior de São Paulo, no Hospital de Anomalias Crânio Faciais (Centrinho), que é referência para toda a América Latina em cirurgias reparadoras. Os primeiros procedimentos são feitos, normalmente, quando a criança tem poucos meses de vida. Os encaminhamentos são feitos por meio do Programa Municipal de Fissura Lábio-Palatina que oferece ônibus para transporte dos bebês e da família. Os casos são acompanhados pelo Programa até a recuperação total. Com o tratamento adequado, quase não há incidência de problemas na fala.

A dona de casa Alexsandra Camargo Silva, mãe de uma criança com fissura labial unilateral, recebe o acompanhamento da equipe do Programa. Há cerca de um mês, a filha fez a primeira cirurgia. “Estou recebendo todo o apoio que preciso. A equipe que faz o atendimento é maravilhosa”, disse.