Professores da rede pública fazem paralisação de 24 horas

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Publicado quinta-feira, 8 de outubro de 2015 as 13:42, por: cdb

Por Redação, com ABr – do Rio de Janeiro:

Os professores e funcionários da rede estadual de ensino do Rio de Janeiro fizeram nesta quinta-feira paralisação de 24 horas. Eles reivindicam reajuste salarial de 20%, pagamento do enquadramento por formação, melhoria na estrutura das escolas, jornada de trabalho de 30 horas semanais para os funcionários e aumento para dois tempos de aula em matérias como sociologia.

Os professores e funcionários da rede estadual de ensino do Rio de Janeiro fizeram nesta quinta-feira paralisação de 24 horas
Os professores e funcionários da rede estadual de ensino do Rio de Janeiro fizeram nesta quinta-feira paralisação de 24 horas

Segundo o coordenador-geral do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio, Lucas Hippólito, o cálculo de 20% que a categoria reivindica foi feito com base nas perdas que ela vem sofrendo desde o governo anterior. “O governo acenou que, em algum momento deste ano, nos daria a inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que está quase atingindo 9%”, disse.

De acordo com Hippólito, na última reunião de representantes dos professores com o governo, em agosto deste ano, houve o anúncio de um ganho da pauta – o abono dos dias parados em greves e paralisações de 1993 até 2015.

O professor de sociologia Luiz Guilherme Oliveira Santos, do Colégio Estadual Antônio Prado Júnior, na Praça da Bandeira, disse que eles querem também a melhoria das condições de trabalho. “Também há a péssima climatização das salas de aula, falta de merenda e de material. Temos que ter um grande processo de mobilização da classe no estado para obter respostas”.

Os profissionais de educação seguiram em caminhada até o Palácio Guanabara para chamar a atenção do governo.

Em nota, a Secretaria de Educação informou que “cerca de 600 docentes, de um total de 74 mil, faltaram”.  Com relação à redução da jornada de trabalho dos administrativos para 30 horas, a secretaria ratifica a posição do Supremo Tribunal Federal de que não pode reduzir carga horária sem reduzir salário. A secretaria ressaltou que nenhuma escola da rede deixou de funcionar.