Professor palestino é detido na Flórida

Arquivado em: Arquivo-CdB
Publicado quinta-feira, 20 de fevereiro de 2003 as 18:31, por: cdb

Um professor universitário palestino, Sami al-Arian, foi detido nesta quinta-feira, na cidade norte-americana de Tampa, na Flórida, sob a acusação de fornecer material de apoio a organizações terroristas, informaram fontes do governo federal.

Na mesma operação, que foi realizada por agentes do FBI na University of South Florida e também em Chicago, foram detidas mais três pessoas.

Uma das fontes descreveu Al-Arian como um importante elo no levantamento de fundos para atividades terroristas, mas não entrou em detalhes.

Além do professor, que está sob investigação desde 1995, foram detidos em Tampa Saameh Hamoudeh, de 42 anos, e Hatim Najifariz, de 30, segundo uma porta-voz do FBI, Sara Oates.

Já em Chicago, no nordeste do país, as autoridades detiveram, como parte das mesmas investigações, um suspeito identificado como Ghassan Zeyed Ballut, de 41 anos, que será transferido para a Flórida, onde será indiciado, segundo a porta-voz.

As fontes federais disseram à CNN que o governo tentará vincular as atividades de Al-Arian, de arrecadação de fundos, a um atentado suicida que matou uma estudante norte-americana em Israel, em 1995.

Al-Arian é também investigado por sua associação com Abdullah Shallah, que em 1996 retornou para o Oriente Médio como o novo chefe da Jihad Islâmica Palestina.

Os Estados Unidos acreditam que a Jihad perpetrou o atentado de 9 de abril de 1995, em que a universitária norte-americana Alisa Flatow, de 20 anos, e sete soldados israelenses, todos com menos de 21 anos de idade, morreram na explosão de um “homem-bomba” perto do assentamento de Kfar Darom, em Gaza.

Al-Arian alega que seu envolvimento com a organização World and Islam Studies Enterprise, que fundou juntamente com Shallah na University of South Florida, em 1995, e com o Comitê Islâmico para a Palestina, era apenas para “apoiar a justa causa do povo palestino”.

“Eu não apoio atentados suicidas”, declarou certa vez. “Eu não apoio ataques a civis de nacionalidade alguma, nem por suas origens ou religião. Eu sou profundamente contra isso”.