Produção industrial perde força e tem ritmo menos intenso em 12 meses

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Publicado terça-feira, 31 de maio de 2011 as 09:26, por: cdb
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Crescimento industrial tem sido uma constante na economia brasileira

A produção industrial brasileira caiu 2,1% de março para abril e 1,3% na comparação com abril do ano passado, após crescer 3,3% nos três meses anteriores. Na comparação anual, foi a segunda queda seguida e “com perfil generalizado”, segundo o IBGE, que divulgou os números nesta terça-feira. No quadrimestre, a produção avança 1,6%, abaixo do resultado do trimestre (2,6%). Outro sinal de desaceleração é dado pelo resultado em 12 meses, com crescimento de 5,4%, mas em trajetória descendente desde outubro, quando a taxa foi de 11,8%. De março para abril, a taxa recuou 1,5 ponto percentual, no resultado menos intenso desde junho de 2010.

Ainda na comparação mensal, houve queda em 13 dos 27 ramos pesquisados pelo instituto, com destaque para a retração de 5,4% em máquinas e equipamentos, após quatro meses de crescimento (alta acumulada de 4,9% nesse período). Outras quedas expressivas na área industrial foram registradas em produtos de metal (-9,3%),veículos automotores (-2,8%), alimentos (-2,4%), máquinas, aparelhos emateriais elétricos (-7,6%) e refino de petróleo e produção de álcool(-1,4%).

Em relação a abril do ano passado, o índice negativo foi resultado, segundo o IBGE, do “recuo em três das quatro categorias de uso, 16 dos 27 ramos, 44dos 76 subsetores e 52% dos 755 produtos pesquisados”. Entre os setores, os principais destaques negativos foram de alimentos ((-8,2%), máquinas e equipamentos (-5,8%),têxtil (-15,2%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-10,3%),refino de petróleo e produção de álcool (-3,5%) e produtos de metal(-5,8%).

No ano, o IBGE apurou alta em 18 dos 27 ramos industriais. O segmento de veículos automotores acumula alta de 7,2%. Em outros segmentos da área industrial também se destacaram indústria farmacêutica (8,1%), outros equipamentos de transporte (12,4%), equipamentos de instrumentação médico-hospitalares, ópticos e outros (22,8%), minerais não metálicos (4,4%), indústrias extrativas(2,8%), refino de petróleo e produção de álcool (2,4%) e máquinas e equipamentos (1,9%).

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