Produção de veículos do Brasil tem queda de 3,5% em agosto

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Publicado sexta-feira, 4 de setembro de 2015 as 13:01, por: cdb

Por Redação, com Reuters e ABr – de São Paulo:

A indústria de veículos do Brasil teve queda de 3,5% o na produção de agosto sobre julho e recuo de 18,2% sobre o volume produzido no mesmo mês do ano passado, informou nesta sexta-feira a associação que representa o setor, Anfavea.

produção de veículos
O setor produziu 216,5 mil carros, comerciais leves, caminhões e ônibus em agosto

O setor produziu 216,5 mil carros, comerciais leves, caminhões e ônibus em agosto, menor volume para o mês desde pelo menos 2007. A produção acumulada do ano ficou em 1,73 milhão de unidades, 16,9% abaixo dos oito primeiros meses de 2014.

A venda de veículos novos no mês passado recuou 8,9% contra julho e registrou queda de 23,9% sobre agosto de 2014, também atingindo o nível mais baixo para o mês desde pelo menos 2007.

– Continuamos em um momento bastante difícil de mercado, especialmente em caminhões, com queda de 40% (nas vendas)- disse o presidente da Anfavea, Luiz Moan, ao comentar que a média diária de vendas de veículos em agosto foi semelhante à de julho.

Ele acrescentou que a associação também espera queda na produção de veículos do Brasil em setembro e em outubro. O estoque de veículos novos no país cresceu para 357,8 mil unidades, ante 345,6 mil veículos em julho. Com base no ritmo de vendas do mês, o estoque equivale a 52 dias de vendas.

As exportações de autoveículos somam 34.591 unidades em agosto, alta de 21,9% na comparação com julho. Em relação ao mesmo mês de 2014, o crescimento foi de 9,2%. No acumulado do ano, a elevação chega a 10,5%%. Em valores, as exportações registraram aumento de 12,3% ante julho. No comparativo com agosto do ano passado, houve queda de 15,7% e no acumulado do ano, baixa de 10,7%.

Segundo o presidente da Anfavea, Luiz Moan, o emprego registrou nova queda (-1%) em agosto.

– Pela programação de setembro deveremos ter, entre lay-off e férias, 27.400 funcionários fora das montadoras. Esse número sem contabilizar eventuais adesões ao PPE [Plano de Proteção ao Emprego]. Esse esforço, mais o PPE, demonstram fortemente a preocupação com a busca da manutenção do emprego e para minimizar ao máximo os efeitos de um possível desemprego – disse.