Prodi: as divisões da Europa obedecem disputas entre governos

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Publicado quarta-feira, 7 de maio de 2003 as 00:30, por: cdb

O Presidente da Comissão Européia, Romano Prodi, disse que as “as divisões no interior da UE sobre a paz são muito particulares, porque são as divisões dos governos, enquanto existe uma grande unidade dos povos”.

Prodi, em uma entrevista para a Radio Vaticana falou também da presidência italiana no próximo semestre na UE, e sobre a ampliação da UE e seu futuro.

– Em toda a Europa os povos, de forma extraordinária, e imprevista, deram o seu consenso para uma política de paz. Então, não é uma divisão profunda que temos sobre estes temas. É uma divisão tática, é uma divisão política que no futuro pode ser composta, quando forem examinados os interesses, as situações que forem se determinando – disse Prodi.

O presidente da Comissão Européia acredita que “os novos países membros, que foram envolvidos nestas divisões, acabarão, através de uma convivência com os velhos e os novos países membros, por compreender que é preciso ter na Europa não apenas o futuro da nossa riqueza, o futuro da nossa economia, mas também o futuro da nossa segurança”.

Sobre a futura presidência rotativa da UE, que será da Itália no próximo semestre, Prodi disse que a principal tarefa será de “vincular o trabalho na conclusão da Convenção, de forma a poder assinar o novo Tratado, além de duas novas tarefas, a de impulsionar a nova política para o Mediterrâneo e para os Bálcãs”.

– Acredito que foram dados passos enormes em direção aos países além da cortina de ferro, agora temos que nos voltar para o Mediterrâneo, que está cada vez mais pobre, em tensão crescente e que se distância de nós. A política deve ser uma nova política de aproximação. E acredito que a Itália, pela sua posição geográfica e pela sua história, seja o país certo para dirigir esta política – disse o Presidente da Comissão Européia.

Sobre a questão da ampliação Prodi afirmou que “quis fortemente a ampliação da União Européia e acredita que a Europa não está completa se não compreender os Países que entram agora, mais outros paises que estão negociando, mais, no futuro, os países balcânicos”