Primeiro alvo de ataque dos EUA era Saddam Hussein

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Publicado quinta-feira, 20 de março de 2003 as 08:48, por: cdb

O alvo do primeiro ataque americano no Iraque era o próprio presidente do país Saddam Hussein e seus principais assessores.

Diferentes fontes americanas afirmaram que a intenção era “decapitar” a liderança iraquiana. O jornal Washington Post publicou uma reportagem segundo a qual o diretor da CIA, George Tenet, afirmou acreditar que o presidente iraquiano estava reunido com assessores numa casa num subúrbio de Bagdá.

Era possível, segundo ele, que a guerra contra o Iraque pudesse ganhar uma outra face com esses bombardeios iniciais.

No discurso que fez na televisão do país após os ataques, Saddam Hussein citou a hora e o local do ataque – o que sugere que ele não foi atingido. No entanto, um correspondente da BBC lembra que o líder iraquiano têm sósias que poderiam aparecer em seu lugar.

Explosões

De acordo com os americanos, os mísseis atingiram a área desejada, com uma série de explosões em intervalos curtos.

Segundo o correspondente da BBC no Catar, Jonathan Marcus, especialista em assuntos de defesa, todos os sinais indicam que os ataques principais ainda estão por vir.

Ele afirma que os ataques preliminares não tiveram a extensão que se imaginava, mas miraram num alvo preciso.

O correspondente afirma que, segundo fontes no comando central da guerra, baseado no Catar, os ataques foram feitos por aviões F -117 Stealth. Mísseis de cruzeiro também foram disparados.

Marcus afirma que há relatos de que as transmissões da TV iraquiana foram interrompidas. Instruções detalhadas foram dadas às tropas iraquianas em folhetos que diziam o que elas deveriam fazer para evitar ser atacadas por aviões britânicos e americanos.

Segundo o correspondente da BBC no norte do Kuwait, Tim Franks, um porta-voz do Exército britânico afirmou que as forças de coalizão dispararam cinco ataques contra o Iraque.

Franks disse que no deserto, no sul do Iraque, a situação está calma.

De acordo com ele, dezenas de milhares de soldados americanos e britânicos estão estacionados perto da fronteira com o Iraque. Eles ainda não receberam ordens para entrar no país.