Presidente Lula revive origem de sua história política

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Publicado sexta-feira, 7 de março de 2003 as 16:13, por: cdb

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai reviver momentos da sua origem de líder do movimento sindical na próxima segunda-feira.

Lula trocará o gabinete do Palácio do Planalto por uma visita à DaimlerChrysler, dona da Mercedes-Benz, em São Bernardo, no ABC paulista. É a primeira visita de Lula ao “berço” do sindicalismo brasileiro.

Segundo o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Luiz Marinho, um dos integrantes da comitiva que acompanhará a visita de Lula à montadora, o presidente quer se reunir com a “peãozada” (operários) da DaimlerChrysler.

“A visita à peãozada era um promessa de campanha. Só agora Lula conseguiu espaço na sua agenda para visitar a Mercedes. O presidente quer estar em permanente contato com os trabalhadores”, disse Marinho.

Desta vez, diferentemente dos tempos das grandes greves do final dos anos 70 e início dos 80, Lula não será recebido apenas pelos metalúrgicos da montadora. Antes de discursar para os trabalhadores, Lula se reunirá com os dirigentes da fábrica no Brasil.

Depois da DaimlerChrysler, o presidente visitará a Brasilplast – feira da indústria plástica -, no Pavilhão de Exposições do Anhembi. Outros ministros, como Luiz Fernando Furlan (Desenvolvimento), deverão estar presentes na abertura da feira.

Em seguida, Lula volta para a região do ABC paulista. O presidente participará da inauguração da nova fábrica de polipropileno da Polibrasil em Mauá, construída no Pólo Petroquímico de Capuava.

Com a inauguração da nova fábrica, a capacidade de produção anual passará de 125 mil toneladas para 300 mil toneladas de polipropileno, o que lhe garantirá o título de maior produtora deste material do Hemisfério Sul. O material é utilizado na maioria das vezes na fabricação de plásticos.

A nova fábrica recebeu US$ 217 milhões em investimentos. Desse total, US$ 51 milhões foram obtidos junto ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e US$ 90 milhões foram financiados pelo ABN Amro Bank. Os acionistas entraram com US$ 52 milhões e US$ 24 milhões fazem parte da cota de investimentos com recursos próprios da empresa.